A Imagem da Mulher na Política

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Sanna Marin, Primeira-ministra da Finlândia, e Jens Stoltenberg Secretário-geral da NATO

Claudina Correia
(Consultora de Imagem)
Já tinha partilhado em artigos anteriores que uma mulher quando está numa posição de destaque, mais propriamente na política, desperta mais atenção para a sua imagem do que os homens em cargos semelhantes.
Ora pelo vestido, ora pela suas belas pernas, ora por ser bonita ou não e até se está acima do peso.

A batalha da mulher para comprovar que é competente vai muito além das decisões que toma e da atenção detalhada em todos os seus discurso, mas sim em apresentar uma imagem impecável, garantir que tudo esteja no lugar para não despertar atenções desnecessárias e para que isso não ponha em causa a sua competência.
Por essa razão a maioria das mulheres, para posições de poder, optam sempre por uma imagem mais sóbria, uma indumentária mais estruturada que se aproxima da “imagem masculina”, com a falsa ideia de isso lhe confere mais autoridade e respeito tanto dos homens como do população em geral.

A necessidade da mulher se posicionar com autoridade, para que seja vista e respeitada na sua posição faz com que adira a comportamentos mais rígidos e, consequentemente, decisões pouco flexíveis e pouco empáticas, que foge da essência feminina.

A luta para o aumento da participação das mulheres nos espaços de decisão é porque é necessário o lado feminino nessas tomadas de decisão, como ouvi há uns dias atrás num podcast do professor e palestrante Leandro Karnal, é necessário mais mulheres a governar como mulheres. Mas o ambiente é muito rígido e exige das mulheres uma posição mais “agressiva” para fazer frente aos “lobos”. Provar que não é “fraca”.
Mas temos verificado que os países governados por mulheres tiveram melhores resultados durante os momentos auge da pandemia.

Entretanto o propósito deste artigo é falar-vos da Primeira Ministra da Finlândia, de 36 anos, a mulher mais nova a ocupar o esse cargo. Foi notícia nos últimos dias devido ao seu look que usou num festival de música.
A sua indumentária, calções curtos e um blusão (estilo rock) dividiu as opiniões, uns acharam o máximo e outros acharam pouco apropriado para a pessoa que é e pelo cargo que ocupa.

Eu achei o máximo, porque acima de tudo é uma mulher, pessoa individual que ali está e também jovem com todos os diretos que tem de usufruir da sua juventude em pleno. E qual o melhor look para usar num festival de música?

Sanna Marin (a PM da Finlândia) mostra ser uma mulher que governa como mulher. É conhecida por, durante o seu mandato, defender a igualdade, liberdade e solidariedade…a empatia que referi mais acima, uma característica muito feminina.

Além disso, Sanna Marin, apresenta habitualmente uma imagem muito leve, usa peças fluidas, pouco estruturadas, uma imagem que, podemos dizer, comunica um pouco de “fragilidade”. São raras as vezes em que se apresenta de fato, mesmo em momentos oficiais. E quando usa os fatos coloca um cinto para marcar a sua cintura, um truque de estilo para um efeito visual mais feminino. Na consultoria de imagem designamos o seu estilo como “romântico” que é o mais feminino de todos. Cores suaves, tecidos rendados, leves e com pouca estrutura.

É visível como ela comunica a sua personalidade através da sua imagem e o facto de ter essa imagem “delicada” não faz com que seja fraca ou menos competente. Esse é o lugar que nós mulheres queremos e devemos ocupar, onde podemos ser nós mesmas sem a necessidade de nos mascarar para ocupar os espaços.

Que mais mulheres possam se inspirar neste exemplo e não cair no erro de achar que precisam de “enrijecer” a sua imagem e comportamento para ganhar o respeito. E sim ser fiel a si mesma, conseguir transmitir a sua verdadeira essência e poder governar como mulher, pois é disso que o mundo preciso para alcançarmos o equilíbrio.(X)

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