A inquietação de uma mãe imigrante ao “lockdown” e o (não) fecho de escolas no Reino Unido

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FOTO: Reuters ©️

Lectícia Trindade (Escritora)
No passado dia 31 de Outubro foi anunciado pelo primeiro ministro britânico, Boris Johnson, um novo confinamento de um mês, em Inglaterra, depois de ter sido ultrapassado o milhão de casos de Covid-19. Estas restrições, começam na quinta feira, dia 05 de Novembro e permanecerão até ao dia 02 de Dezembro.
Ao ouvir essas novas medida, pensamos de imediato “ a situação está mesmo grave! Insustentável!…E é emergente tomarmos medidas mais restritivas!”, mas qual não foi o meu espanto quando ouvi que “Escolas, Colégios e Universidades vão manter-se abertas.”.

Como é que uma mãe, com filhos na escola, lida com esta notícia? Como é que é suposto lidar e conviver com esta situação? Sentimento de raiva, compreensão, angústia, medo, alivio..?

Pessoalmente, confesso que não a vi com “bons olhos”, porque a meu ver, colocar o pais em confinamento, mas permitir que as crianças continuem a ir à escola é de extrema incoerência.

Poderá haver mães que percebam perfeitamente e até agradeçam o fato de manterem as escolas abertas:
As crianças precisam do ambiente escolar para se desenvolverem… As crianças precisam de estar em ambiente escolar para desenvolverem o seu intelecto e o seu lado emocional… Precisam de lidar constantemente com as situações usuais que são facilmente encontradas em meio escolar, para aprenderem a gerir e lidar com as suas emoções…As crianças precisam de estar em contexto escolar, para poderem lidar com outras crianças…As crianças precisam de ir à escola, para permitirem que os seus pais desenvolvam as suas funções profissionais…As crianças precisam do contexto escolar, para terem espaço físico para correr, saltar, cair…As crianças precisam do contexto escolar, para SEREM CRIANÇAS.

Todas as justificações acima mencionadas são válidas, mas sob meu ponto de vista perdem grande parte da sua importância (ou não) porque estamos a lidar com um vírus (que é algo invisível a olho nu) e ainda pouco conhecido. Um vírus que tanto tem afetado as nossas vidas nos últimos meses. Vírus esse que, como todos os outros, tem uma propagação assustadoramente exponencial.

Em Inglaterra, crianças com menos de 10 anos não são obrigadas a usar máscara facial. Compreendo que o seu uso, sem constante supervisão, pode ser mais prejudicial do que protetor. Agora vejamos:

“Milhentas” crianças, de inúmeras famílias diferentes, em constante contacto físico na escola, sem máscara. Elas brincam todas juntas, fazem filas, sussurram ao ouvido umas das outras, partilham brinquedos, objetos…com muita sorte, não partilham talheres ou garrafas de água.

O que que pode resultar disso? Aumento da probabilidade de contagio do vírus.

Vamos estar em confinamento, com diversas medidas restritivas, muito bem. Mas como diminuir o número de contágio se as crianças vão continuar expostas em meio escolar?

Você que leu este artigo e que tem crianças em idades escolar, concorda ou não com encerramento das escolas em contexto de confinamento? (X)

10 COMENTÁRIOS

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