Alba Nigra estreiam-se na abertura do Etimba Festival

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Alba Nigra, o duo formado por Marku Peão (guitarra) e Edwilson Pinho

Rodrigo Lourenço

Estava previsto para abril, mas devido ao estado em que Portugal estava devido à pandemia de covid-19, o Etimba Festival teve de ser reagendado para outra data. Já com tudo confirmado, é já esta quinta-feira que começa o evento que irá “juntar artistas de dois continentes”, como avança a organização do evento.

A poucos dias de inaugurarem a 4º edição do Etimba Festival, Alba Nigra sublinham a importância da retoma dos concertos, bem como o palco em causa:
“Este regresso é um momento histórico, e por isso mesmo muito importante. O facto de ser o Etimba só aumenta a responsabilidade, por todo o talento presente, e também pelo seu cariz social”.

A pandemia veio colocar vários entraves a todos os setores da sociedade, e a cultura não foi exceção. Num ambiente em que as expressões e gestos compunham a envolvência dos programas musicais, a dupla angolana reconhece as dificuldades de atuar sem receber o calor humano por parte dos fãs, mas reforçam que o setor tem de se adaptar a esta realidade:

“Torna-se mais complicado porque estamos todos habituados a outro tipo de contacto, o que torna a abordagem e a partilha muito diferentes. Estamos a passar por dias estranhos, que na verdade não é tão estranho assim (risos)… temos que nos adaptar. E como o ser humano é muito bom a adaptar-se, esta é a única solução se quisermos acreditar em voltar a viver dias ‘normais’”.

Com a ligação de dois espaços fisicamente distantes, mais concretamente Lisboa e Luanda, a ser uma das ‘bandeiras’ do Etimba Festival, Alba Nigra deixam a garantia da melhor forma de representar o continente africano num concerto com cerca de uma hora:

“Em primeiro lugar, só o facto de ter a oportunidade de representar toda essa riqueza e diversidade através da música, já é a melhor forma. E em segundo, tentando apresentar um espetáculo autêntico, vindo da verdade do coração”.

O duo formado por Marku Peão e Edwilson Pinho vão pisar pela primeira vez o palco do Etimba Festival, numa edição cujo objetivo é angariar fundos para construir um biblioteca comunitário na região de Lobito, em Angola. Sobre essa iniciativa, Alba Nigra não têm dúvidas que fazer o que se gosta enquanto se ajuda alguém, é o melhor da vida:
“Dá todo o sentido. Quando tens a oportunidade de fazer o que amas, e pelo caminho ajudas quem mais precisa, tens o melhor da vida, e isso faz todo o sentido”.

O Etimba Festival realiza-se entre 3 a 4 de julho no Espaço Espelho D’Água, a partir das 19:00. (RL)

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