Amnistia Internacional contra “muros de ódio e obstáculos burocráticos” que impedem UE acolher refugiados

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Manuel Matola

A secção portuguesa da Amnistia Internacional (AI) defendeu hoje a necessidade de se derrubar “mais muros de ódio, preconceito e obstáculos burocráticos” que impedem um melhor acolhimento e integração dos refugiados na União Europeia, e garantiu ter entregue formalmente ao primeiro-ministro português, António Costa, as 15 mil assinaturas do Manifesto “Eu Acolho”.

“A organização irá prosseguir o seu importante trabalho para que mais muros de ódio, preconceito e obstáculos burocráticos possam ser derrubados”, garantiu a Amnistia Internacional em comunicado hoje divulgado, no qual alerta que “olhar para a questão dos refugiados é ver além dos fluxos migratórios”.

Numa nota, a que o jornal É@GORA teve acesso, a organização de defesa dos direitos humanos em Portugal assegura que “continuará o seu trabalho até que todas as pessoas possam viver dignamente, em segurança e em paz, usufruindo do seu direito de requerer asilo e proteção, e que os Estados cumpram em questões de acolhimento e de asilo, respeitando o seu vínculo aos compromissos internacionais em matéria de direitos humanos”.

Na véspera do Dia Mundial do Refugiado, a Amnistia Internacional fez entrega simbólica de cerca de 15 mil assinaturas do manifesto “Eu acolho”, documento que apela aos líderes políticos a criarem rotas legais e seguras, a partilhar responsabilidades e a desenvolver mecanismos que garantam um melhor acolhimento e integração dos refugiados entre todos os Estados europeus.

Hoje, a Amnistia Internacional anunciou que já “entregou, a 1 de julho, as cerca de 15 mil assinaturas do Manifesto ´Eu Acolho`, dirigidas ao Sr. Primeiro-Ministro, António Costa, numa audiência online na qual esteve presente, em sua representação, a Secretária de Estado para a Integração e as Migrações, Cláudia Pereira”.

“Esta entrega está enquadrada no trabalho da organização por melhores políticas e mecanismos de acolhimento de pessoas refugiadas, e vem no seguimento da vigília que a Amnistia Internacional realizou no passado dia 20 de junho, na Praça Europa, a propósito do Dia Mundial do Refugiado” diz a AI para quem “olhar para a questão dos refugiados é ver além dos fluxos migratórios”.

“É”, de resto, “compreender a necessidade da criação de rotas legais e seguras, da partilha de responsabilidade no acolhimento destas pessoas por todos os Estados, e do desenvolvimento de mecanismos que permitam uma melhor integração dos refugiados”, considera.

Além de instar a que sejam tomadas medidas que facilitem a integração e autonomia dos refugiados no território português, e que se influencie positivamente a construção deste caminho junto da União Europeia, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e das Nações Unidas, aquela organização aponta outro propósito da iniciativa.

“Com a assinatura deste manifesto, cerca de 15 mil pessoas juntam-se à Amnistia Internacional, expressando a sua profunda preocupação com as condições que os refugiados enfrentam na União Europeia, depois da sua longa e perigosa travessia em busca de segurança numa Europa que tem falhado em atribuí-la”, refere.

Há duas semanas, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou a secção portuguesa da Amnistia Internacional com o título de membro honorário da Ordem da Liberdade pela “luta contra o racismo e xenofobia e os direitos dos refugiados enquanto grandes causas dos direitos humanos em que Portugal está igualmente empenhado”. (MM)

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