Ana Gomes debate Políticas de Inserção de Refugiados em Portugal

0
173
Ana Gomes, candidata a Presidente da República

Manuel Matola

As Políticas de Inserção de Refugiados em Portugal é tema de uma “conversa de aproximadamente 1 hora” que vai decorrer hoje entre a candidata presidencial Ana Gomes e representantes da comunidade de refugiados no território português.

O debate, às 17 horas, insere-se no quadro das atividades de campanha da candidata a Presidente da República – denominada “Conversas de Ana Gomes com a Sociedade Civil” – que arrancaram na terça-feira e vão decorrer, virtualmente, até meados de dezembro.

“Entre 17 de novembro e 17 de dezembro 2020, faremos uma série de conversas online com representantes da sociedade civil sobre valores fundamentais das sociedades democráticas como Direitos Humanos, Igualdade, Liberdade, Ciência e Ensino Superior, Cultura, Transparência e Combate à Corrupção”, refere Ana Gomes na sua rede social Twitter.

Na conversa de hoje, a investigadora e defensora dos Direitos Humanos dos Refugiados, Maria Cristina Santinho, antropóloga de formação, “convida representantes da comunidade de refugiados em Portugal para uma conversa de aproximadamente 1h com Ana Gomes para falar sobre Políticas de Inserção de Refugiados em Portugal”, lê-se na nota.

Na próxima quinta-feira, três associações de imigrantes vão promover um encontro virtual com a candidata Ana Gomes, para “debater e questionar a candidata sobre temas ligados à Imigração, aos direitos humanos e à relação de Portugal com os PALOP e o Brasil”.

Nos últimos seis anos, Portugal, que tem atualmente 634 mil imigrantes legais, acolheu 5006 Refugiados, segundo estimativas do Conselho Português para os Refugiados (CPR), que recentemente subscreveu um comunicado do European Council on Refugees and Exiles (ECRE), que congrega mais de 80 organizações, na sequência da recente publicação do Pacto Europeu em Matéria de Migração e Asilo pela Comissão Europeia.

Além de apelar a que este documento “seja uma oportunidade para prevenir os erros do passado e construir um sistema solidário e justo”, os subscritores consideram, entre outros, que “em vez de distribuir a responsabilidade de forma automática entre os Estados-Membros, o Pacto introduz um sistema Dublin (com outro nome) mais complexo e o ‘patrocínio de retornos’” dos refugiados, bem como “propõe o alargamento da utilização de procedimentos na fronteira, incluindo o aumento da detenção” dos mesmos. (MM)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here