Angola fora do top de países compradores de casa em Portugal

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A Covid-19 está a criar novas dinâmicas no setor imobiliário em portugal

Angola já não ocupa as primeiras posições da lista de países compradores de imóveis em Portugal, cuja popularidade junto da comunidade estrangeira continua em alta. Franceses, ingleses, brasileiros, chineses e alemães são agora os maiores compradores de imóveis que registaram um crescimento “expressivo” em 2018, segundo aponta o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em 2016 angola liderava  a lista de compras em portugal incluindo imoveis. Só entre janeiro e julho daquele ano, o número de compras feitas por cidadãos de Angola representou 37% do universo total de compras feitas por turistas em Lisboa. O segundo país que mais compras gerou foi o Brasil; em terceira posição aparecia a China; e em quarta e quinta, os Estados Unidos da América e Moçambique, segundo dados divulgados na altura pela Global Blue.

De acordo revista visão em 2018, os estrangeiros compraram 54 casas por dia em Portugal, valor que representa 8,2% de todos os imóveis transacionados durante o ano passado. São 19.912 casas vendidas um pouco por todo o país mas com maior incidência geográfica na Área Metropolitana de Lisboa, que concentrou 21% do número total de imóveis transacionados e o Algarve com cerca de 29%. Só estas duas regiões concentraram praticamente metade dos imóveis adquiridos por não residentes em 2018 (49,6%).

Os números foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que traça o perfil, por nacionalidades, por valor de investimento e por apetência geográfica dos estrangeiros que descobriram Portugal, a esmagadora maioria atraídos por programas como os vistos gold (que obriga a investir mais de meio milhão de euros) ou os Residentes Não Habituais (que obriga a uma permanência de 183 dias).

Contas feitas, do bolo total de mais de 26 mil milhões transacionados em imóveis no mercado nacional durante o ano passado, cerca de 13% (cerca de 3,4 mil milhões) é imputado a aquisições feitas por estrangeiros.

Do Minho à Madeira

Pelo terceiro ano consecutivo, os franceses continuam a liderar a tabela entre os estrangeiros que mais compram (19,7% em termos do valor transacionado), situação que se vem verificando desde 2016. Seguiram-se o Reino Unido (16,9%), o Brasil (8,3%), a China (5,1%) e a Alemanha (4,9%). “No seu conjunto, os 5 principais países de residência dos compradores que adquiriram imóveis em Portugal em 2018, representavam 54,8% do valor global de vendas a não residentes nesse ano”, refere a análise do INE.

Contudo, em termos do número de imóveis transacionados, a ordenação é ligeiramente diferente, mantendo-se a França destacadamente na liderança (com cerca de 5 600 imóveis, 28,2% do total), seguida do Reino Unido (cerca de 3 000 imóveis, peso de 14,9%), da Suíça (7,7%), da Alemanha (6,0%) e do Brasil (4,9%).

A retirada da China deste segundo ranking explica-se pelo valor dos imóveis que adquirem – em menor número mas muito mais caros. O valor mediano das transações de residentes chineses é de 297,2 mil euros (sendo que 25% das aquisições efetuadas superaram o valor unitário de 515 mil euros), bem acima do valor médio dos prédios adquiridos pelos estrangeiros em 2018 situado em 171 178€.

De destacar também que se mantém a tendência de crescimento “expressivo” das vendas de imóveis a não residentes – 14,5% em número e 22,2% em valor, diz o INE, . E não só estão a comprar mais, mas também mais caro: “em 2018, aumentou a proporção de imóveis vendidos a não residentes com um valor unitário igual ou superior a 500 mil euros, representando 7,2% do número de imóveis adquiridos por não residentes (6,8% em 2017) e 37,6% do valor total (36,3% em 2017)”.

Apesar das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto e a região do Algarve se destacaram na capacidade de atracção com 4178, 1702 e 5700 casas vendidas respetivamente, a verdade é que os estrangeiros estão a descobrir todo o país. Na região Oeste foram vendidas 1075 imóveis, em Coimbra 890, no Minho 581 e na Madeira 483, só para citar alguns exemplos.

A Área Metropolitana de Lisboa destacou-se com o valor médio mais elevado dos imóveis vendidos a não residentes (322 514€), seguindo-se o Algarve (214 819€). Em ambos os casos, os valores médios dos imóveis vendidos a não residentes em 2018 aumentaram face ao ano anterior (+16,5% e +6,4%, pela mesma ordem).

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