Atitudes: Como nos Posicionarmos sem Ferir Suscetibilidades

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Adelaide Miranda
(Life Coach de Alta Performance)
Cada um tem o seu lugar. Cada um assume uma posição na vida. Há posições que assumimos a partir do momento em que nascemos e não podemos de forma alguma alterar. Por exemplo, ao nascermos fazemos parte de uma árvore genealógica que não podemos alterar. Temos uma posição pré-definida e inalterável no organigrama da nossa família.

Durante a nossa vida, vamos assumindo várias posições. Umas vão nos sendo atribuídas involuntariamente, outras fazemos os possíveis para conquistar. Assumimos posições perante a sociedade, em relacionamentos, no nosso trabalho…

Cada posição vem acompanhada de tarefas específicas que devemos cumprir por forma a “honrar” a posição que ocupamos. Existem “obrigações” na posição de pai, na posição de filho, na posição de patrão, na posição de funcionário…

O maior problema existe quando não existe congruência entre as nossas posições e as nossas ações. Incongruência que é resultado consciente ou inconsciente das nossas ações.

Por vezes, filhos assumem, ou são forçados, a assumir o papel de pais dos próprios pais, irmãos são forçados a assumir o papel de pais, funcionários são forçados a assumir o papel dos patrões…

E o que gera esta incongruência? Desequilíbrio, frustrações, depressões… As posições e as associadas responsabilidades existem para manter o equilíbrio no sistema.

O problema existe quando as pessoas são forçadas a agir contra a posição que verdadeiramente devem ocupar. O maior problema surge quando essas mesmas pessoas sentem a necessidade de agir de acordo com a sua posição e vêm-se numa situação delicada, visto reposicionar-se, significa, por vezes, ferir a suscetibilidade de quem as colocou nessa posição ou de quem tem usufruído desse desequilíbrio.

É importante, essencial e obrigatório sermos congruentes relativamente à nossa posição. Como fazer para nos posicionarmos e agirmos de acordo com a nossa posição sem magoar os outros?

Deixo-te algumas dicas para comunicares a tua decisão sem ferires suscetibilidades

Dica Número 1 – Ninguém sente o que tu sentes
Não cometas o erro de assumir que o que tu sentes é o que as outras pessoas sentem em relação à situação em questão.
Antes de assumires alguma coisa, tenta colocar-te no lugar do outro e questiona diretamente sobre como se sentem relativamente à situação.

É importante, essencial e obrigatório não assumir que os outros sentem o mesmo.

Dica Número 2 – Não cries expectativas
Um dos maiores erros é esperarmos que as pessoas ajam de determinada forma.
Achamos que pensamos como os outros pensam, agem… Convém prepararmos o nosso discurso com base nas nossas atitudes e esperar a mudança no único lado que controlamos: o nosso.

É importante, essencial e obrigatório esperarmos que a mudança comece em nós.

Dica Número 3 – Considera a tua intenção
Por que motivo desejas reposicionar-te ou agir de forma congruente?
Pensa antes de agires. Pensa no que realmente queres antes de comunicares a tua decisão. Volta a fazer a pergunta número 2 e apenas quando te sentires confortável com as respostas deves seguir em frente.

É importante, essencial e obrigatório agir antes de pensares.

Dica Número 4 – Atenção às Palavras
Prepara o discurso de forma a utilizares apenas linguagem correta e que não fira suscetibilidades.
Evita usares acusações e exemplos que não consegues validar. Lembra-te que cada um tem a sua verdade.
Foca-te nos factos, nas consequências e nas soluções em que pensastes.
Questiona se poderás fazer alguma coisa, dentro das responsabilidades que te cabem, para que o processo de mudança não seja brusco.

É importante, essencial e prepares o teu discurso.

Dica Número 5 – Atenção aos Sentimentos
Lembra-te que o que te magoa não é necessariamente o que magoa os outros.
Inicia o teu discurso com coisas positivas, de forma sincera, e termina com os pontos que gostarias de alterar.

É importante, essencial e obrigatório prestar atenção aos sentimentos dos outros.

Está na hora de ocupares o teu lugar e agires de acordo com o mesmo. Sabes o que tens de fazer e tens as soluções para que a mudança, que vem maioritariamente de ti, não seja brusca. (X)

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