Cáritas angaria mais de 100 mil euros num inédito peditório feito online

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Rita Valadas, presidente da Cáritas Portuguesa. FOTO: Ecclesia ©

Manuel Matola

A Cáritas angariou mais de 100 mil euros num inédito peditório de verbas que promoveu num intervalo de uma semana em formato digital devido à situação pandémica, destinado a ajudar as missões de “solidariedade e erradicação da pobreza” em Portugal.

“Perante as circunstâncias e limitações causadas pela Pandemia, este ano, a rede nacional Cáritas apelou à participação no Peditório Nacional Público através dos meios digitais, tendo sido angariados mais de 100 mil euros”, anunciou a instituição em nota divulgada após o término da Semana Nacional Cáritas que decorreu entre 28 de fevereiro e 07 de março.

A verba, angariada com a “colaboração inequívoca dos órgãos de comunicação social”, será agora distribuída pelas 20 Cáritas Diocesanas que compõem a rede nacional Cáritas que, a nível local, têm atuado junto da população mais vulnerável, incluindo a comunidade migrante carenciada em Portugal.

Segundo refere a organização oficial da Igreja Católica em Portugal para a caridade social, que no domingo celebrou o Dia Nacional Cáritas, “este é um contributo importante a juntar a outras iniciativas, a realizar ao longo do ano, como envolvimento previsto do meio empresarial”.

“Este peditório tem como objetivo a angariação de verbas que vão reforçar a capacidade da rede Cáritas na resposta aos atendimentos sociais e no desenvolvimento e implementação de projeto sociais locais”, salientou a organização humanitária ligada à Igreja Católica, no mesmo comunicado.

Face ao resultado alcançado, a presidente da Cáritas Portuguesa, Rita Valadas, que é citada na nota, diz-se “animada e confiante de que esta rede conseguirá chegar mais perto” de quem necessita de auxílio, especialmente numa altura em que a pandemia agravou a vulnerabilidade dos mais pobres, segundo conclusões do relatório “Portugal, balanço social 2020”, um estudo que resulta de uma parceria entre a Universidade Nova de Lisboa, a Fundação La Caixa e o BPI.

Devido à deterioração das condições de vida da população portuguesa, a Cáritas informou que “entre abril do ano passado e este mês, no âmbito do programa nacional denominado ´Vamos Inverter a Curva da Pobreza em Portugal`, foram apoiadas cerca de dez mil pessoas que viram os seus rendimentos afetados pela covid-19, correspondentes a cerca de 10% do total de ajudas da rede nacional”.

Mas após sete dias de peditório feito em formato digital na página ofivial da Cáritas, Rita Valadas assegura: além de ter sido “uma semana inspiradora que nos robustece no caminho”, a vivência da Semana Nacional Cáritas que terminou no passado domingo, dia 7 de março, com a celebração do Dia Nacional Cáritas foi produtiva.

“Termino esta semana de coração cheio, animada e confiante de que esta rede conseguirá chegar mais perto, que somos muito mais do que a nossa soma e de que não podemos vacilar”, diz Rita Valadas.

Em comunicado emitido antes da Semana Cáritas, a organização considerou que este ano se reveste “de um peso especial” face o contexto que se vive mundialmente resultante da pandemia de covid-19, que só em Portugal causou 16.635 mortes dos 812.575 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A iniciativa lançada pela rede Cáritas sob o lema “Cáritas 65 Anos: O Amor que Transforma”, pretendeu “evidenciar a ação da Cáritas no combate à pobreza e exclusão social” em Portugal, onde parte da população assiste a uma “redução significativa de rendimentos pela perda de posto de trabalho, ou por rendimentos insuficientes, seja salário ou reforma”.

Em nota anteriormente divulgada, a organização humanitária pormenorizou que a ajuda tem sido direcionada para “o pagamento de rendas de habitação, despesas de saúde e medicamentos e pagamento de despesas de eletricidade”.

De acordo com a mesma nota, em 2020 a Cáritas atribuiu apoios financeiros diretos no valor de 1,5 milhões de euros, a que se soma ajuda alimentar, de bens essenciais “e outras respostas sociais de emergência”. (X)

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