Como ser inteligente na gestão da imagem pessoal e profissional

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Sona Fati
(Consultora de Imagem e Formadora)
A Imagem é uma ferramenta de Comunicação. Somos vistos antes de falarmos! Não me canso de dizer isto aos meus clientes em Consultoria de Imagem e nas minhas formações. Sei que há quem não goste, mas a verdade é esta. A sociedade em que vivemos está parametrizada assim. Somos visuais no primeiro contacto com as pessoas. Diriam uns, mas isso é discutível, pois com certeza que é e deve ser sempre discutível.

Mas há que saber o momento certo para embarcar nessa discussão. A discordância do assunto não deve ser desculpa para adotar atitude de rebeldia e andar mal vestido. Na minha opinião a melhor forma de lidar com a exigência de imagem profissional, social e pessoal é utilizar o processo a seu favor.

Em vez de bater de frente consigo, com o mundo porque não concorda ser avaliado pela sua aparência visual, o melhor é aceitar de forma inteligente. Por isso trago um exemplo que ilustra muito bem como ser inteligente na gestão da imagem pessoal e profissional como ferramenta de comunicação.

Mark Zuckerberg e as suas t-shirts, calças de ganga e os ténis nos habituou a um estilo minimalista, prático, porém arrumado. Por detrás dessa imagem simples, mas sofisticada com certeza, existe uma estratégica de comunicação que é colocada em prática sempre que necessário. Todos sabemos que Mark Zuckerberg é fundador do Facebook. Título que lhe daria direito a circular em todo lado vestido com a t-shirt, calça de ganga e ténis.

Naturalmente seria aceite porque é quem é. Mas não é o que acontece. Zuckerberg prefere potenciar a sua imagem a um nível superior e com isso potenciar também a mensagem que quer passar.

Alguns se recordarão da ida do Mark Zuckerberg ao Congresso norte americano por causa da polémica sobre alegada interferência do Facebook nas eleições norte americanas.
Nesse dia Zuckerberg vestiu-se a rigor tal como os representantes daquele espaço.

Que mensagem quis Mark Zuckerberg passar com esta atitude?

Importa-se e valoriza a situação que o levou ao parlamento. Foi vestido de forma apropriada ao local. Fato e gravata, símbolo da imagem política.

A escolha da indumentária representa respeito pelo local. Com o fato amadureceu a sua imagem, deu-lhe sobriedade e solenidade. Naquele fato transitou da imagem do jovem fundador de uma empresa tecnológica para a imagem do homem de negócios que movimenta milhões e que tem uma crise para resolver.

Claro que uns dirão há, mas é o Mark. Sim realmente é ele. Mas não deixou de exercer a sua inteligência emocional em prol do seu interesse.

Usou a imagem como ferramenta para potenciar a sua comunicação. Zuckerberg permitiu-se por momentos sair da sua zona de conforto e trocou as habituais t-shirt, calça de ganga e ténis pelo fato e gravata. Usou a moda a seu favor.

É isso que todos devemos aprender a fazer sem preconceito e com os melhores.(X)

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