Conselho de Estado discute migrações com a presença do Diretor-Geral da OIM

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FOTO: LUSA ©

Manuel Matola

O órgão político de consulta do Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, reúne-se na próxima quarta-feira, em Cascais, para discutir a “problemática das migrações”, sobretudo, no Afeganistão.

Oito meses após o último encontro, o Conselho de Estado terá como convidado o diretor-geral da OIM, António Vitorino.

Segundo indica uma nota hoje divulgada pela Presidência da República, “a reunião abordará a problemática das migrações, num momento em que a matéria voltou à ordem do dia, na sequência da situação no Afeganistão”, que elevou a questão migratória para o centro do debate europeu e não só.

No próximo dia 13 de setembro, as Nações Unidas anunciaram a realização de uma conferência de alto-nível que visa angariar fundos para o Afeganistão, país que está “diante de uma catástrofe humanitária”, segundo Stéphane Dujarric, porta-voz do Secretário-Geral da ONU, António Guterres.

No domingo, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários esteve reunido com Mullah Baradar e outros líderes do movimento Talibã , em Cabul. A ida de Martin Griffiths à capital do Afeganistão aconteceu a pedido do secretário-geral António Guterres, noticiou a ONU News.

A entrega de ajuda humanitária ao país esteve no centro do encontro com os talibãs. O representante da ONU pediu a proteção de todos os civis, em especial de mulheres, de meninas e das minorias e fez ainda um apelo ao movimento “para garantir seus direitos e bem-estar”.

Em Portugal, o Alto Comissariado para as Migrações (ACM) continua a preparar-se para receber 550 refugiados afegãos, numa altura em que está ainda a ser mapeada a resposta de rede dos parceiros às necessidades de acolhimento.

“Dispomos até ao momento da confirmação de disponibilidade de acolhimento de mais de 550 cidadãos, espalhados pelo país”, afirma o ACM em resposta escrita a pedidos de esclarecimento da agência Lusa.

Segundo a ONU, o Afeganistão tem 2,6 milhões de refugiados, 600 mil dos quais são deslocados internos, sendo que 80% são mulheres e crianças. (MM)

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