Coronavírus trama reitores da lusofonia

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António Fidalgo e Orlando Quilambo. Foto: RVJ - Editores ©

Os efeitos do coronavírus estão a baralhar agendas, adiar eventos, reprogramar cerimónias como a de atribuição a 11 de março do título de Doutor Honoris Causa a dois reitores de universidades lusófonas: uma moçambicana e outra angolana.

Orlando António Quilambo, reitor da Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique), e Orlando Manuel José Fernandes da Mata, reitor da Universidade Mandume Ya Ndemufayo (Angola), duas figuras de proeminência científica dos respectivos países seriam outorgados pela Universidade da Beira Interior (UBI), que tem 15 por cento do seu corpo estudantil estrangeiro.

A universidade sediada na Covilhã, distrito de Castelo Branco, em Portugal, emitiu um comunicado dando conta da suspensão de todas atividades lectivas a partir do dia 16 de março, segunda-feira. O mesmo comunicado solicita aos docentes para que estes usem as ferramentas online para o acompanhamento dos trabalhos e por forma a minimizar os impactos pedagógicos da suspensão. Por fim aconselha aos estudantes residentes na zona continental, com exceção das ilhas da madeira e açores, a regressarem as respectivas casas.

Segundo a UBI, esta opção é uma medida preventiva que tem como objetivo acautelar potenciais riscos inerentes à existência da infeção do coronavírus e está alinhada aos conselhos que têm sido emanados pela Direção Geral de Saúde de Portugal para os eventos de massas, potencialmente disseminadores do coronavírus no qual se enquadra a cerimonia de honoris causa.

O comunicado da UBI refere ainda que a atribuição de doutoramentos Honoris Causa a Orlando Quilambo e Orlando Fernandes da Mata irá realizar-se numa data ainda a definir, mas numa altura em que existam condições para que a cerimónia decorra sem sobressaltos e os homenageados estejam presentes na Covilhã.

O coronavírus eclodiu em dezembro passado na província chinesa de wuhan, tendo já provocado a morte de mais de cinco mil pessoas, infetou mais de 100 mil em mais de uma centena de países. Em Portugal, o vírus foi detetado em 112 pessoas, havendo outras tantas sob vigilância médica. (X)

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