Covid-19: Há um imigrante moçambicano em Portugal com coronavírus, o segundo caso na diáspora – diz Ministro da Saúde

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Ponte 25 de Abril, que separa Lisboa central dos outros espaços urbanos da capital portuguesa
Manuel Matola

Moçambique anunciou hoje o registo de um caso de coronavírus num imigrante moçambicano que vive em Portugal, elevando para dois o número de portadores do vírus de Covid-19 na comunidade residente na diáspora, depois da confirmação de um médico imigrante em Espanha que há dias testou positivo.

“Trata-se de um um cidadão que reside e trabalha em Portugal”, disse aos jornalistas, em Maputo, o ministro da Saúde de Moçambique, Armindo Tiago.

O governante que, entretanto, não deu detalhes sobre o imigrante em Portugal, lembrou que “no último sábado”, as autoridades de Saúde de Moçambique anunciaram “o registo de infeção de um moçambicano que reside e trabalha em Espanha”.

No domingo, o titular da pasta da Saúde de Moçambique revelou que um moçambicano que “voltou de uma viagem ao Reino Unidos em meados deste mês” deu positivo num teste de coronavírus feito em Maputo, um dia depois daquele governante ter confirmado o caso de um médico moçambicano residente na Espanha também infetado com Covid-19.

“É médico de profissão e esse cidadão moçambicano foi diagnosticado e está no hospital a receber cuidados relativos à situação do coronavírus. Este caso não deve ser confundido com um caso em Moçambique. É um caso registado na Espanha”, disse na altura Armindo Tiago.

Em declarações à imprensa esta segunda-feira, Armindo Tiago sublinhou que, “em Moçambique, ao nível do Instituto Nacional de Saúde, até à data de hoje, foram testados 55 casos suspeitos, dos quais nove foram testados nas últimas 24 horas”.

“Dos novos casos suspeitos testados, todos revelaram-se negativos para o coronavírus”, assegurou.

“Portanto, continuamos a ter um caso positivo registado em Moçambique, concretamente na cidade de Maputo. Sublinhe-se que este é um caso importado”, disse em alusão ao caso do paciente proveniente do Reino Unido, que teve contacto diretos com “um total de 23” pessoas na capital moçambicanas e que agora “se encontram todos em quarentena domiciliária”.

“Queremos usar esta oportunidade para fazer saber que o caso positivo registado ontem em Moçambique apresenta sintomatologia ligeira e neste contexto, de acordo com as orientaçoes da Organização Mundial da Saúde (OMS), não se justifica o seu internamento”, afirmou.

“Igualmente”, acrescentou Armindo Tiago, “queremos informar que foi identificado um total de 23 contactos diretos que se encontram todos em quarentena domiciliária. Todos estes contactos estão a ser monitorados regularmente pelas pelas autoridades sanitárias”.

No âmbito das acões de vigilância, o Ministério da Saúde de Moçambique estima que, pelo menos, “338.978 pessoas” foram rastreadas depois de darem entrada no território moçambicano até hoje, provenientes de países com casos confirmados do Covid-19.

“É importante referir que até ao presente, o cumulativo de passageiros em quarentena é de 1285 pessoas. O número atual de viajantes em quarentena é de 699 pessoas”, frisou o ministro moçambicano da Saúde.

“Dos novos casos suspeitos testados, todos revelaram-se negativos para o coronavírus. Portanto, continuamos a ter um caso positivo registado em Moçambique, concretamente na cidade de Maputo. Sublinhe-se que este é um caso importado”, reiterou Armindo Tiago.

Em fevereiro, o governo moçambicano lançou um processo de “mapeamento global” para criação de um banco de dados da diáspora com “informação mais exaustiva possível” dos que residem no exterior, visando envolve-los, através de “mecanismos legais”, na participação do desenvolvimento do país quando solicitados.

A iniciativa do mapeamento e da criação de um banco de dados da diáspora moçambicana provém do Chefe de Estado, Filipe Nyusi, que quer saber quantos cidadãos residem no estrangeiro.

De acordo com a mas recente atualização feita hoje pela Direção-Geral de Saúde em Portugal, 23 morreram no território português, num universo de 2.060 infeções confirmadas, 11 dos quais estrangeiros.

Dados da OMS, que diz que “a pandemia está a acelerar”, indicam que 15.100 pessoas morreram e mais de 341 mil cidadãos em todo o mundo estão infetadas com o novo coronavírus, responsável pela Covid-19, depois que a doença foi registada pela primeira vez na China, no passado mês de dezembro. (MM)

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