Diáspora angolana protesta em sete países no 45º aniversário de independência de Angola

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Presidente de Angola, João Lourenço. FOTO: LUSA ©

Manuel Matola

A diáspora angolana está hoje a protestar nas ruas das capitais de sete países, incluindo Portugal, para exigir a melhoria das condições de vida dos angolanos e a realização das primeiras eleições autárquicas em Angola, onde também decorrem protestos em 15 das 18 províncias do país.

Algumas imagens a que o jornal É@GORA teve hoje acesso dão conta de que a polícia angolana dispersou os manifestantes com recurso a gás lacrimogéneo na estrada de Catete, em Angola, e que alguns ativistas “estão feridos e inconscientes”.

Esta é a segunda manifestação em menos de um mês com o mesmo propósito: reivindicar, “sem rodeios”, a realização de eleições autárquicas em 2021 e “o fim do elevado custo de vida” no país que vive uma crise económica e financeiras sem precedentes, agravada pela pandemia da Covid-19.

No dia 24 de outubro, mais de uma centena de ativistas e jornalistas de órgãos nacionais e estrangeiros foram violentados e detidos na anterior manifestação ocorrida na capital angolana, Luanda, que hoje volta a acolher uma marcha pacífica entre a zona de Santana e com o término no 1º de Maio.

Angola comemora esta quarta-feira 45 anos da independência, pelo que a ideia da manifestação é também “buscar os mais velhos a refletirem se Angola pela qual se bateram é mesmo esta ou ainda não conseguimos encontrar”, diz o porta-voz dos manifestantes, Dito Dalí, em declarações ao jornal É@GORA a partir de Luanda.

“O que queremos que aconteça é que saiamos à rua e os nossos objetivos sejam alcançados: que o nível de consciencialização dos angolanos aumente e que haja união entre os angolanos”, por isso que “iremos todos à manifestação: pai, mãe, filhos e avós”, afirma.

Desde Portugal à Espanha, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Brasil e África do sul, o único país africanos onde a comunidade angolana “deu feedback” de participação nos protestos, Dito Nascimento espera a participação de toda a diáspora nessa frente para “elevar o nível de consciência dos angolanos sobre os problemas reais do país”, disse. (MM)

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