Diáspora angolana realiza 2ª campanha para Cunene apoiada por 40 ONG religiosas portuguesas

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© Unicef Angola/Carlos Louzada


Quatro dezenas de agremiações e organizações religiosas associaram-se a uma nova campanha da diáspora angolana em Portugal para ajudar na recolha de donativos para as vítimas da seca na província de Cunene, em Angola, região fortemente assolada por escassez de alimentos e água.

Em declarações ao jornal É@GORA, a ativista social Ivaniltan Jones, integrante do Movimento “Cunene Solidário”, descreveu a situação daquela província do sul de Angola como sendo “grave”, apelando por isso aos cidadãos angolanos residentes em Portugal a fazerem parte dessa iniciativa.

“Cada vez mais vemos notícias dando conta de que as coisas continuam graves em Cunene”, disse Ivaniltan Jones, do Movimento “Cunene Solidário”, que em parceria com 40 associações e organizações eclesiásticas estão a recolher bens não perecíveis (roupas, mantas, livros, sapatos) destinados a auxiliar os 2,3 milhões de pessoas, incluindo 491 mil crianças com menos de cinco anos, vítimas da seca naquele região de Angola.

“A recolha decorre entre os dias 01 de Agosto e 09 de Setembro, estando o envio marcado para dia 10 com chegada prevista para o dia 24 de Setembro no porto do Namibe”, refere a ativista social na sua página do Facebook, uma das redes sociais usadas pelos organizadores da campanha.

Segundo Ivaniltan Jones, até agora, o Movimento “Cunene Solidário” conseguiu angariar o correspondente a 28 toneladas de produtos não perecíveis, mas “a ideia é que se dê uma resposta urgente à situação de Cunene”, que desde agosto desde outubro de 2018, vive uma acentuada crise devido à falta de alimentos e água que já causou a morte de mais de um milhão de gado entre bovinos, caprinos e suínos.

A difícil situação de Cunene forçou este ano as autoridades angolanas a criarem uma comissão multissetorial para acompanhar a implementação do Programa de Emergência de Combate à Seca naquela que é a mais afetada pela estiagem além das províncias de Huíla, Bié e Namibe.

Esta é a segunda iniciativa levada a cabo pela diáspora angolana em Portugal para responder à emergência que ocorre naquelas quatro províncias angolanas.

Recentemente, 16 músicos de países lusófonos subiram ao palco, em Lisboa, num espetáculo solidário de angariação de fundos para apoiar as vítimas da seca na província angolana de Cunene, numa campanha denominada “SOS Cunene”.

A iniciativa do músico Vlado Coast, natural do Cunene, a qual se juntaram a RDP-África e a Fundação do Futebol- Liga Portugal, visava recolher diversos bens dentro e fora do território português para acudir especialmente as vítimas da seca naquela província de Angola.

Além de artistas do países lusófonos que atuaram em Lisboa, um dos rostos que apadrinhou a iniciativa “SOS Cunene” foi a modelo internacional angolana Maria Borges, residente nos Estados Unidos da América, que fez um depoimento para chamar a atenção do mundo para a grave situação que se vive naquela zona de Angola.

Em declarações ao jornal É@GORA, Daniel Mendes, da campanha “SOS Cunene” garantiu que os valores que foram coletados no espetáculo musical de Lisboa por artistas dos mais variados quadrantes do espaço lusófonos “já foram enviados para Angola”.

“Os valores angariados em Lisboa serviram para comprar bens não perecíveis mesmo em Angola”, disse Daniel Mendes, sem avançar os montantes conseguidos no evento de julho na capital portuguesa. (MM)

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