Diáspora cabo-verdiana exige “justiça para o Giovani” em sete cidades mundiais

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O imigrante cabo-verdiano Luis Giovani Rodrigues Foto retirada do Facebook

Oito cidades mundiais, metade das quais portuguesas, pararam sábado para pedir “justiça para o Giovani”, o jovem cabo-verdiano de 21 anos, morto a 31 de dezembro em Bragança, cidade que o tornou no imigrante mais mediático em Portugal.

Várias foram as vozes da diáspora cabo-verdiana, e não só, que se juntaram, tanto nas capitais inglesa Londres, francesa (Paris) quanto na luxemburguesa (Luxemburgo) para protestar contra uma das mortes mais macabras de um imigrante, que ocorreu em Bragança, um dos centros da manifestação, que, em Portugal, juntou milhares de cidadãos também em Lisboa, Coimbra e Porto.

À semelhança das sete cidades europeias, mais de um milhar de pessoas decidiu prestar homenagem ao jovem Luís Giovani também na sua terra natal, Cabo Verde.

Numa manifestação inicialmente programada para ser feita em silêncio, o Terreiro do Paço, na capital portuguesa, acabou por ser o local onde mais se ouviu gritar “Justiça para o Giovani”, uma palavra de ordem que ecoou também quer nas cidades europeias, quer na própria capital cabo-verdiana.

Ostentando bandeiras de Cabo Verde, cidadãos de diferentes faixas etárias, especialmente jovens afrodescendentes, exibiram cartazes com mensagens contra a discriminação racial para apelarem Portugal para dar um tratamento justo aos imigrantes, lembrando que, na verdade, não se pretende “Nem menos, nem mais”, mas sim “Direitos iguais” para os estrangeiros.

A deputada do Bloco de Esquerda, Beatriz Gomes Dias, que esteve presente na marcha de Lisboa, foi uma das vozes que se juntou a de milhares de pessoas para reclamar justiça para o estudante cabo-verdiano assassinado no último dia do ano passado, em Bragança.

“Queremos que esta vida que foi perdida não fique sem justiça”, até porque “é importante investigar este caso para poder fazer justiça a Giovani”, mas também que “todas as dimensões que configuram este caso sejam tidas em conta” na investigação e julgamento, afirmou Beatriz Gomes Dias citada pelo esquerda.net, a publicação do Bloco de Esquerda.

o jovem de 21 anos vítima de uma “bárbara agressão” a 31 de dezembro em Bragança, onde na madrugada do dia 21 de dezembro o estudante cabo-verdiano foi encontrado ferido numa rua. Mas 10 dias depois morreu num hospital do Porto, para onde fora transportado, tendo o caso se tornado polémico em Portugal por quase não ter sido divulgado pelos principais “media” nos grandes centros urbanos. (MM)

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