Dinheiro: Perfil Consumo e Emoções

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Adelaide Miranda
(Life Coach de Alta Performance)
Voltamos a abordar as finanças pessoais. Já deves ter ouvido alguém dizer que “o dinheiro é emocional”. Só tenho uma afirmação a fazer em relação a isso: a forma como lidamos com o dinheiro é que é emocional. O dinheiro é uma ferramenta que tem três funções distintas: dar segurança; trocar por algo que precisemos; contribuir para o nosso crescimento e da sociedade.

Quando se diz que o dinheiro é emocional a grande questão é: “por que compramos o que compramos?”. A resposta: são as nossas emoções que determinam os nossos hábitos de consumo.

Assim sendo, é importante, essencial e obrigatório conhecer os vários perfis do consumo:
1.Afeto: As decisões são baseadas pelo afeto que temos pela pessoa, pelo produto, pelo lugar… O fato de gostar faz com que tomemos a decisão de comprar independentemente de qualquer outra informação seja ela negativa ou não;
2.Escassez: Quando menos temos algo mais queremos. Neste caso o medo da escassez aciona o gatilho. As promoções do género “unidades limitadas”, “restam poucas unidades”, são gatilhos usados na sociedade que influenciam este tipo de consumidor;
3.Grátis ou Efeito do Preço Zero: Compramos porque gostamos de ganhar coisas, tão simples quanto isso. A qualidade raramente importa, o que interessa é ganhar. Este perfil pode levar ao ditado “o barato sai caro”.
4.Dor do pagamento: temos dificuldade em comprar porque gastar significa “perder” dinheiro e é muito doloroso. Este pensamento pode nos proteger de compras excessivas.
5.Lacunas da Empatia: Ignoramos no momento da decisão que estamos a ser influenciados por emoções e esquecemos de como é sentir de forma oposta.

Como podemos melhorar os nossos hábitos de consumo não permitindo que as emoções sejam determinantes nas nossas decisões de compra?
1.Ao comprar algo que não esteja programado espera até ao dia seguinte para tomar a decisão;
2.Lembra-te nada é de graça, há sempre um motivo por trás;
3.Nunca vás às compras sobre o efeito de uma emoção seja ela positiva ou negativa;
4.Mantém o orçamento financeiro em dia.
Para trazer mais clareza relativamente ao papel das emoções nas nossas limitações financeiras trago-te a lista das emoções “negativas” que influenciam o teu relacionamento com o dinheiro:
1.Ansiedade e medo: Limitam a capacidade de ser abundante, não permitem investir no futuro;
2.Raiva e ressentimento: associados a quem tem dinheiro. Associam quem tem dinheiro ao pior inimigo do mundo e, obviamente, sabotam qualquer oportunidade de prosperar para não fazerem parte do grupo de pessoas de quem têm tanta raiva;
3.Dúvida, mágoa e tristeza: associadas a situações e insucessos do passado que não permitem analisar a lição por trás e avançar;
4.Ódio e desespero: sente-se ódio por quem tem dinheiro e desespero por não ter. Estes sentimentos espoletam atitudes limitativas relativamente à prosperidade;
5.Culpa e vergonha: associado ao sentimento de inferioridade/superioridade. Culpam quem tem dinheiro e sentem vergonha por não ter;
6.Autonegligência: sentem que não merecem e têm dificuldade em cobrar.

Agora só te cabe a ti identificar estas emoções, praticares as dicas que mencionei acima e começares a tomares decisões financeiras mais racionais do que emocionais. Se seguires o teu orçamento será muito mais fácil não caíres na tentação de compras de última hora!!!!

Não te esqueças que ainda tens de incluir no teu orçamento um valor para máscaras e álcool gel. A distância de segurança ainda é gratuita, mas continua a ser necessário praticar sempre que possível. Não deixes que as emoções levem o melhor de ti, cuida de ti e dos outros.(X)

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