Distanciamento Social: E@gora?

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FOTO: DECO ©

Adelaide Miranda
(Escritora, Engenheira, Empreendedora)
Pediram-nos para nos distanciarmos socialmente. Tentarmos manter uma distância de pelo menos dois metros, uns dos outros. Evitarmos contato físico, até com aqueles que nos são mais queridos caso não façam parte do agregado familiar. Pediram-nos o possível ou o impossível?

Afinal, será que conseguimos manter a distância uns dos outros no novo contexto social? Sociedade distanciada… Analisando a atual conjuntura e as esplanadas cheias, custa-me constatar que a nova realidade depende apenas, e só apenas, do bom senso de cada um. Bom senso, este, que é subjetivo dependendo da forma como cada um vê o mundo. Nem todos vemos o mundo da mesma forma e esta diversidade gera atitudes e comportamentos diferentes numa altura em que se pede atitudes e comportamentos semelhantes.

É importante, essencial e obrigatório tomarmos consciência dos cuidados que devemos tomar. Seja qual for o comportamento que optamos por adotar devemos assumir total responsabilidade pela nossa escolha. O maior problema é agirmos de certa forma porque imitamos quem nos rodeia e não porque analisamos todas as opções e consequências dos nossos atos. A isto chama-se maturidade: a capacidade de analisar as nossas opções e assumir responsabilidade sobre as mesmas!

Para podermos analisar as opções que temos na mesa, devemos aprofundar a informação que temos. Procurar fatos concretos para que possamos construir a nossa opinião. Fazermos questões que nos ajudem a esclarecer todas as dúvidas que temos relativamente a este assunto. Por que motivo devemos manter o distanciamento social? Quais os fatos que dão suporte ao pedido de mantermos a distância de 2 metros? Porquê 2 metros? Porque não 3 metros? Qual a teoria por trás da definição de distanciamento? Quais as consequências para os outros se eu não cumprir com as regras estabelecidas? Qual a taxa de contágio? São estas questões que devemos colocar a nós mesmos antes de tomarmos a decisão de nos abraçarmos na praia, participarmos em festas com grandes aglomerados.

FOTO: LUSA ©
O verdadeiro problema do distanciamento social é esse mesmo: a parte social. O ser humano precisa de socializar para se sentir humano. O contato físico faz parte da nossa forma de ser e de estar, e é este contato que nos mantém humanos. Pedirem que nos afastem dos outros acaba por, de uma forma ou de outra, ser um pedido de “modificação” do padrão que assumimos perante a sociedade e a perda de parte que nos identifica como humanos. O contra-argumento será: se perdermos a vida por “apanharmos” Covid-19 não perdemos também a nossa humanidade? Qual dos males o pior?

A resposta reside na esperança. A redução do contato físico apesar de diminuir o nível de socialização a que estamos habituados, oferece uma esperança, uma luz ao fundo do túnel. O ser humano é adaptável, e se a sociedade requer afastamento para que continue a haver sociedade, assim será. A morte por Covid-19 é o fim. Não há mais ensaios, é o final finalíssimo. Posto isto, e depois de fazeres uma pesquisa para responderes às questões de tomada de consciência, o que te parece: É possível ou impossível manter o distanciamento social?

Enquanto não chegas a uma decisão, peço-te que tentes cumprir com as diretrizes e as medidas de segurança durante esta pandemia: usa máscara de proteção sempre que entrares em locais fechados; mantém uma distância de dois metros dos outros; cumpre com a lotação dos estabelecimentos. (X)

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