Eleições/Moçambique: Nyusi e Frelimo vencem em Portugal – indicam dados preliminares

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Mesa de voto na Embaixada de Moçambique em Lisboa
Manuel Matola

O candidato da Frelimo, Filipe Nyusi, arrecadou 563 votos em Portugal, contra 137 conseguidos pelo líder da RENAMO, Ossufo Momade, segundo indicam os dados do apuramento parcial para eleição do Presidente da República de Moçambique, a que o Jornal É@GORA teve acesso junto da embaixada de Moçambique em Lisboa.

Os resultados referentes à eleição dos deputados da Assembleia da República dão vitória ao partido FRELIMO, que, em Portugal, conquistou 34,01 por cento dos votos, enquanto a RENAMO teve 13,33 por cento dos votos, quando já estão apuradas a quase totalidade das nove mesas de votos espalhadas pelo território português.

Já o candidato presidencial Daviz Simango, com 98 votos, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), com 7,27 por cento dos votos, posicionam-se em terceiro lugar, enquanto Mário Albino teve apenas quatro votos, e o seu partido, o AMUSI, conseguiu 0,07 por cento dos votos.

A nível de Portugal, existem 1. 485 inscritos mas foram apenas 825 os eleitores moçambicanos que participaram no ato de votação nesta terça-feira, de acordo com os dados hoje divulgados pela representação diplomática moçambicana na capital portuguesa, Lisboa.

O processo de votação para as eleições presidenciais e legislativas moçambicanas “correu normalmente” em Portugal, mas representantes de partidos da oposição foram impedidos de aceder às assembleias de voto por alegada falta de credenciais, disse ao jornal É@GORA fonte ligada à supervisão do ato eleitoral.

Em declarações ao jornal É@GORA, o responsável pelo grupo técnico que supervisiona o ato eleitoral em Portugal, José Teixeira Dias, qualificou de “positivo” o processo de votação em Portugal, assinalando que “todas as mesas abriram na hora prevista, às 10:00, e a afluência foi normal” no dia 15 de outubro.

“Faço um balanço positivo”, disse José Dias Teixeira sobre “o processo (que) correu normalmente” em todo o território português onde os moçambicanos foram chamados para eleger um deputado que representará a diáspora entre os 250 parlamentares que compõem a Assembleia da República.

“Algo que possamos considerar de preocupação para alguns partidos é o facto de se terem apresentado sem as credenciais e como a lei estabelece não foram permitidos estar dentro das assembleias sem a devida credenciação. Mas não é uma anormalidade que tenha causado algum desconforto. É mais no sentido da tristeza deles por não terem podido entrar. Mas vamos ver que nem sequer tenham solicitado a credenciação”, afirmou, após o encerramento das urnas às 21:00 de Lisboa.

Em Moçambique, a Polícia contabilizou um total de 73 detenções durante a votação e contagem de votos nas eleições gerais, num processo descrito, no geral, como “ordeiro e pacífico”.
Organizações independentes observam o processo eleitoral no país denunciaram, no entanto, a ocorrência de vários casos de irregularidades pelo paós.

Em Portugal, a contagem nas duas assembleias de voto instaladas na Embaixada de Moçambique em Lisboa continua a decorrer e, ao longo desta quarta-feira, serão conhecidos os resultados parciais do total das 10 mesas de votos espalhadas pelo país.

“Agora segue a fase do apuramento, começa por apurar os dados preliminares que vão permitir a contagem em primeiro lugar dos que se apresentaram às assembleias do voto para exercer o seu direito, (seguida da) contagem dos boletins que restam e a contagem dos boletins na urna. É a primeira operação”, explicou José Teixeira Dias.

A lei eleitoral prevê que o anúncio oficial dos resultados pela Comissão Nacional Eleitoral seja feito até dia 30 do corrente mês, mas o apuramento de cada um dos círculos eleitorais (ou seja, as 11 províncias moçambicanas) deverá ser conhecido dias antes.

Pelo menos 80% de um universo de 1.819 votantes inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal participaram na votação que, em Moçambique, irá ditar a escolha do novo Presidente da República moçambicanos, 250 deputados do parlamento, dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

Os moçambicanos radicados em Portugal e na Alemanha são responsáveis pela eleição de um deputado pelo círculo da Europa, que representará a diáspora na Assembleia da República de Moçambique. (MM)

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