Entrevista com Adelaide Miranda, mentora da Schola Vitae, academia para “derrubar as crenças limitantes”

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Adelaide Miranda, Life Coach de Alta Performance

Manuel Matola

A escritora luso-angolana Adelaide Miranda, uma das mais destacadas Life Coach de Alta Performance na diáspora lusófona, vai lançar a primeira Academia de desenvolvimento pessoal virada, sobretudo, para os países da CPLP, para ajudar a derrubar as crenças culturais limitantes de uma comunidade onde “ainda existe a ideia de que só há um caminho” para se vencer na vida quer a nível de relacionamentos, da independência financeira das mulheres e também nos homens que acabam por sentir que só têm um papel na sociedade. “É mesmo muito importante, essencial e obrigatório que nós comecemos a olhar para o nosso público, para a nossa comunidade como uma comunidade em ascensão a nível de desenvolvimento e que está na altura de realmente atingirmos o grande potencial que nós temos, porque individualmente vemos vários indivíduos, um a um, que conseguem superar o seu potencial”, diz. O jornal É@GORA entrevistou-a.

Que projeto é esse: a Schola Vitae?

A Schola Vitae é um projeto que existe há cinco anos. Há três anos e meio iniciei workshops presenciais a nível de desenvolvimento pessoal naquelas áreas em que tenho trabalhado muito: identidade, educação financeira e proatividade, portanto, eram muito relacionadas com os Guias Práticos que já estavam na altura publicados. Eu fazia workshops não só com apresentação do livro mas também com a temática e os exercícios práticos para ajudar as pessoas a se conhecerem melhor e a trabalharem nos seus objetivos e propósitos. Entretanto, depois entrou Covid-19 e deixamos de fazer workshops presenciais e comecei a trabalhar mais a nível das redes sociais. Mas um projeto quando é um sonho que tem que acontecer tudo voltou a direcionar para que a Schola Vitae passasse a ser algo físico, até porque fui uma das pessoas lesadas com o desaparecimento da minha página do Instagram com mais de seis anos de trabalho de divulgação não só dos livros mas também do meu trabalho como coach, conversas, centenas de entrevistas como esta, material que ficou perdido, e também o sentimento de cansaço. Eu percebi que mesmo o meu trabalho como coach, a nível individual, quando eu estou cansada, ou quando tenho outros compromissos acaba por de alguma forma parar. E o desenvolvimento, o trazer a mensagem e a informação às pessoas, é algo que não deve parar porque estamos todos em busca daquilo que é realmente a nossa felicidade – acho que busca pela felicidade é o verdadeiro motivo pelo qual nos movemos e cada um está no seu processo em alturas diferentes. Portanto, para pessoas que já estavam um bocadinho mais avançadas [havia que indicar] que há quem esteja a começar. A Schola Vitae vem para trazer isso: para que não seja só Adelaide, para que sejamos vários a passar a mensagem e que estejamos sempre presentes. Portanto, se Adelaide tem os seus compromissos – também temos direito a descansar, até porque um dos grandes ensinamentos é que o descanso faz parte do trabalho [dado] que é importante, essencial e obrigatório descansarmos -, então, para que eu possa de alguma forma ser congruente com aquilo que eu digo, convém haver outras pessoas no projeto. A Schola Vitae é basicamente uma academia na qual teremos vários pessoas – não só coaches – a ministrar, palestrar workshops e a passar informação porque é mesmo isso: é na escola da vida. Há coisas que nós não aprendemos na escola – seja primária, secundária, preparatória, seja quem tira licenciatura, faz mestrado, doutoramento, ou por mais cursos que nós façamos. E só aprendemos num sitio: a viver. É por isso que é Schola Vitae, que é a Escola da Vida. E este projeto é mesmo isso, para que todos nós – independentemente da idade, da escolaridade – possamos partilhar as nossas experiências. Nós temos muito a aprender uns com os outros. Há pessoas que tiveram vivências incríveis e que ao nos passarem essa informação de alguma forma – se nós aprendermos a lição – vai permitir que se estivermos perante essa situação já saibamos como as encarar. E isso encurta-nos o processo, ou seja, poupa-nos tempo. E tempo é vida.

E está direcionada para que público?

A Schola Vitae está maioritariamente direcionada para os Palop e a CPLP.

Porquê?

Porque eu sinto que é o público que a nível de desenvolvimento pessoal é quase que deixado para trás, quase que não se lembram que somos uma comunidade em crescimento e que somos uma comunidade em que a educação é o fator primário para o nosso desenvolvimento. E temos muitos coaches e pessoas no desenvolvimento pessoal que não têm sensibilidade para os problemas que existem na nossa comunidade. Eu como mulher angolana, crescida na Europa, mas com muitas crenças familiares, devido à minha cultura [poderia ser um deles], porque só pessoas que cresceram em África, têm familiares em África e, portanto, têm ancestralidade africana vivem e acreditam em certas coisas. E são essas crenças que nós temos que derrubar, [sobretudo] aquelas que nos limitam é que temos que derrubar, principalmente muito a nível de relacionamentos tóxicos, da independência financeira das mulheres e também nos homens que acabam por sentir que só têm um papel na sociedade. Portanto, a ideia é direcionar para os Palop e para a CPLP porque são países com uma cultura vincada, vamos dizer antiga, e que são esquecidos nestas situações. A intenção é que todas as pessoas, principalmente a nossa comunidade, tenham acesso à informação que lhes permita crescer. Nós só vamos desenvolver e melhorar com educação. Por isso é que Escola da Vida. Educação por experiências e daquilo que for necessário. Imagina que estamos a falar de educação financeira: vão existir vários workshops sobre a educação financeira. São coisas que não são trabalhadas. Quando falamos também a nível de comunicação, temos que aprender a saber comunicar. Há coisas que não são ensinadas. Isto faz parte. É mesmo muito importante, essencial e obrigatório que nós comecemos a olhar para o nosso público, para a nossa comunidade como uma comunidade em ascensão a nível de desenvolvimento e que está na altura de realmente atingirmos o grande potencial que nós temos, porque individualmente vemos vários indivíduos, um a um, que conseguem superar o seu potencial. Mas a questão é: juntos somos muito mais fortes e é necessário mostrarmos o peso da nossa comunidade e a nossa excecionalidade, porque nós somos excecionais.

O facto de estar virado para a lusofonia é sinal de que as aulas vão ser ministradas maioritariamente ou totalmente em português?

Exatamente. E online.

Vai ser online ou um regime híbrido, olhando para aquilo que era o início do projeto, que era presencial?

Maioritariamente online para podermos chegar a todos os países da CPLP. Mas, obviamente, haverá sim eventos presenciais que numa fase inicial serão em Portugal. Mas aí está: está tudo também relacionado com o público. Quando o público abraça, tem vontade, quer realmente o crescimento porque estamos a falar de pessoas. Por norma nós vamos à escola porque os nossos pais nos obrigam. [Aqui] nós estamos a falar de uma escola em que vai quem quer ir. Imagina que exista uma vontade de o workshop de educação financeira ser presencial em Angala, ou em Cabo Verde, se houver um número suficiente de pessoas que justifique a viagem obviamente que [o curso] será feito. Portanto, aqui será também a comunidade a ditar onde é que nós poderemos chegar. Depende muito de quem quer aprender. Uma das coisas que eu gosto muito quando ensino adultos é isso: é que quando estás numa aula – lembro-me quando dava algumas aulas à noite – e tens pessoas que têm a sua vida mas estão aí porque querem estar é completamente diferente: a integração, a vontade de aprender. Portanto, será a nossa comunidade a ditar presencialmente onde nós estaremos. Se eles nos quiserem lá nós faremos questão de lá chegar.

Há pouco falava de algumas crenças. Em termos comportamentais, qual é o diagnóstico real que faz da situação de potenciais alunos desta Escola da Vida?

Eu sinto que na nossa comunidade ainda existe a ideia de que só há um caminho.

E qual é esse caminho que normalmente tem sido comum?

Existe o caminho em que as mulheres não têm muitas opções, que são de alguma forma educadas a nível académico e também em casa para fazerem parte de uma família como matriarcas, como mulheres mas não muito a nível da sua independência. Mesmo muitas que estudam, depois quando chegam a parte dos relacionamentos acabam por ser de alguma forma também limitadas por alguns dos seus parceiros porque supostamente o lugar da mulher ainda é em casa a cuidar dos filhos, o que não descuro que acaba por ser uma grande vertente, eu também sou mãe, compreendo a nossa importância na sociedade, mas há que perceber que há opções, há integração. Nós podemos, graças a Deus, fazer várias coisas. Não existe só um caminho. Não existe só uma verdade. Principalmente a nível de relacionamentos ainda existe a crença de que o homem africano pode certas coisas e a mulher africana tem de aceitar certas coisas e que ao meu são grandes condicionantes. Estamos a falar da masculinidade e da feminilidade e de relacionamento entre marido e mulher que acabam de alguma forma por condicionar também o desenvolvimento da família.

O foco não devia ser eventualmente essas que impedem o desenvolvimento da mulher, no caso, os homens?

Não, a questão é que o foco é em todos porque é uma crença cultural e quando é uma crença cultural, culturalmente nós temos de desmembrar a crença porque é cultural. Muitos homens também acham que este é o caminho. Muitas mulheres também acham que é o caminho. Não sabem que existem outras opções. É não sabermos que existem outras opções, portanto, é cultural. Não é só direcionado para as mulheres, é direcionado para a nossa cultura no geral, em que o respeito, a honestidade, a sinceridade, a integridade são valores que nos foram passados durante anos pelos nossos ancestrais, mas quando falamos a nível de relacionamento parece que são de alguma forma esquecidos. Não é só de relacionamentos. Também podemos falar a nível de educação financeira, porque às vezes falar de dinheiro parece que causa uma dor na garganta quando não há necessidade para isso. Falar de dinheiro é importante, essencial e obrigatório porque acaba também por ser um dos potenciadores da abundância familiar. Portanto, estes temas que são tabu como relacionamento, educação financeira, sexualidade são temas que devem ser abordados de uma forma aberta. Depois temos também temas a nível de desenvolvimento pessoal, a nível de autoestima. Portanto, [por exemplo] há pessoas que sentem que não pertencem e não merecem ser amadas. Há muitos fatores, muitas coisas a serem trabalhadas a nível mundial, mas sinto que a nossa comunidade merece uma atenção especial porque somos muitos e temos muito potencial. Está na altura de percebermos que realmente temos esse potencial e temos que trabalha-lo.

Quem constitui esse elenco de professores e onde é que estão?

Neste momento eu sou cabeça do cartaz da Schola Vitae mas as parcerias vão ser com várias pessoas com quem estou a trabalhar [na área] de desenvolvimento pessoal, mas as inscrições estão abertas ao público. É como eu digo: se tu sentes que tiveste uma experiência única e que aprendeste com essa experiência és bem-vindo a trazer essa experiência. É a Escola da Vida. Todos nós somos professores, todos nós temos muito a aprender uns com outros. A ideia será sempre vários temas, as pessoas sugerirem a haver aquelas tertúlias de situações. Imagina aquela mãe que tem cinco filhos e consegue levá-los todos para a faculdade cumprindo os seus objetivos. Há estórias de sucesso incríveis, portanto, todos nós temos tempo de antena na Schola Vitae, basta haver uma experiência, uma lição de vida e a vontade de a partilhar.

Isso depois vai estar compilado em algum manual?

Sim. A ideia é depois haver uma plataforma online onde vamos ter várias temáticas e workshops e palestras [que] poderão então ser gravados e acedidos via Internet. Obviamente que estamos no início, mas à medida que o tempo vai passando vamos ter uma compilação cada vez maior de temáticas e de workshops. Mas é como eu digo: a beleza de Schola Vitae é que realmente são os alunos que vão ditar até onde é que nós vamos chegar. São os alunos que vão ditar o conteúdo que precisam para se desenvolverem. São os alunos também que vão ter a oportunidade de serem professores porque quando estamos a aprender também é uma experiência e há muita coisa que a juventude tem para nos trazer e nós os mais adultos não estamos também a ouvir.

Há um dado de que falava dele e que é tabu: a parte financeira. Como é que está concebido este projeto em relação aos valores a serem pagos para que as pessoas tenham acesso à Schola Vitae?

Isso neste momento tem sido o meu foco, no sentido de perceber os valores médios que possam ser praticados para que todas as pessoas possam de alguma forma pertencer. Portanto, [avaliar] as capacidades financeiras tem que ser um estudo equacionado com a comunidade a que nos estamos a dirigir, mas não descurando também da qualidade e do tempo que é dedicado na formação destes cursos. O que existe muito ultimamente é informação dispersa por vários sítios e algumas delas gratuita. E as pessoas têm muito a tendência a desvalorizar ou a não participar quando existe algum valor a ser solicitado, mas informação de valor e o tempo das pessoas deve ser de alguma forma respeitado. E a ideia é termos valores que permitam as pessoas aceder e permitam também os participantes serem ressarcidos pela sua experiência e pelo tempo que vão despender e, obviamente, também para a administração porque nós sabemos que temos sempre custos de administração de pessoas a trabalharem. Portanto, numa fase inicial não há-de ser na forma de voluntariado. Mas tendo apoio a intenção é a Academia crescer. E tendo apoio de algumas instituições poderá haver alguns workshops gratuitos desde que sejam cofinanciados por outras instituições – até vamos dizer pelo governo – porque isto é para crescer. Está numa fase híbrida, mas o céu é o limite.

Falando de tempo, qual é o tempo que se estipula que essa pessoa que tenha todas essas dificuldades, se me permite a expressão, esteja curada, ou preparada para entrar para um mundo novo?

Estás-me a falar de um processo. Por norma, os workshops terão a duração de uma ou duas horas, no máximo. Vamos tentar fazer coisas que não prolonguem muito tempo para continuar a captar a atenção das pessoas. O que me estás a falar neste momento é de programas. Estás a falar de um programa que é “Levante-te e brilha” que é ministrado por mim que tem a duração de nove semanas. Mas isso já é um programa direcionado às crenças; definição de objetivos; a descoberta de propósito e depois a entrega de ferramentas para que possam construir essa nova vida. Portanto, há já alguns meses que tenho promovido o programa “Levante-te e brilha” e a duração são de nove semanas. Mas já é um programa diferente para quem queira fazer um processo, começar a sua nova vida e iniciar o ano de 2022 já bem encarrilado/a para cumprir com os seus objetivos. Poderá haver programas com a duração entre seis e 12 semanas, ou seja, um mês e meio a quatro meses. Depende muito da temática. Portanto, o programa “Levante-te e brilha” é mais direcionado para o teu propósito e para te ensinar a construíres a vida que tu queres também em várias áreas. Também poderá haver programas a nível financeiro. Estou neste momento em parceria com alguns mestres de educação financeira para ver se me podem disponibilizar também os seus cursos. Aí será o que depender daquilo que o professor tem em mente. Por norma os programas que falam de uma transformação do início até ao fim têm duração entre dois e três meses. Uns podem ir até seis meses. Os workshops, que são pontuais, terão duração de uma ou duas horas. Uma coisa é tu ires acedendo à informação dos workshops; outra, é ires fazendo a formação dedicado a uma área em questão. Os resultados são diferentes, obviamente.

Quais sãos os aspetos que a pessoa deve olhar para si para perceber que necessita desta transformação?

Um dos grandes aspetos é aquela nossa incapacidade de dizer não. Aquelas pessoas, que somos mil e um ou mais, que têm a tendência de agradar e dizer sim a todas [outras) pessoas pondo muitas vezes em detrimento as suas próprias necessidades [devem saber que] isso é um sinal de que não estão no caminho certo. É um sinal de que fazemos tudo para sermos aceites independentemente das consequências para nós mesmos, porque [achamos que] existe uma necessidade enorme de sermos aceites. Ou seja, existe muita falta de amor próprio. Estamos a falar de pessoas que estão em relacionamentos em que aceitam humilhações e situações quase que degradantes para a sua humanidade e continuam nos mesmo achando que é normal ou que não há outra opção e [vão] dizendo ´ao menos este não me faz isso ou aquilo`. Estamos a falar de pessoas que trabalham afincadamente e parece que a vida a nível financeiro não melhora. Estamos a falar de pessoas que a nível de saúde estão ou muito acima ou abaixo do peso e não cuidam delas. Não têm o cuidado de perceber que há sacrifícios que têm que ser feitos em prol do seu próprio benefício porque sentem que não merecem. São aquelas atitudes que temos e muitas vezes nem estamos a perceber que existe uma intenção ou crença limitante por trás. Mas basicamente eu diria: aquelas pessoas que se sentem sem energia – até porque na Schola Vitae eu tenho falado muito de energia – para fazer nada. Nós não nos sentimos com energia para fazer nada. Acordamos sem vontade de fazer as coisas, estamos sempre tristes, sentimos que estamos na mesmice, todos os dias a mesma coisa, que não há ai nada que nos faça mover, ir mais para frente. Estamos quase sempre cansados num estado anémico constante em que sentimos que a nossa energia está para baixo. Sentimos que estamos a viver uma vida que não é nossa, que gostávamos muito de fazer isto e aquilo mas não temos a coragem para… Isso são tudo pessoas que devem vir à Schola Vitae, primeiro, para perceber onde é que estão; segundo, para entender que há outras opções; terceiro: a transformação começa sempre com a tomada de consciência. Muitas vezes nós fazemos o que fazemos porque nem sequer sabemos que o que estamos a fazer não é correto.

Qual é a data de início da Schola Vitae?

Neste momento, estamos em divulgação [do que será feito] nos próximos dois meses. O início será com o programa “Levanta-te e brilha” a começar em janeiro que será realmente um programa de nove semanas como mencionei há pouco, na qual a maior intenção é definição do que nós viemos cá fazer a esse mundo. A quebra das crenças que não nos permite seguir com essa vida que nós queremos e depois também dar ferramentas que permitam cumprir com esses objetivos a nível prático e espiritual. Existe aqui o desbloqueio da energia. Vão ouvir-me muito falar de eNeRGIa. A nível de workshop vai começar também em janeiro. Estou, portanto, a aguardar a confirmação de datas por parte de parceiros. E também aqui estamos naquele dilema de divulgação [pois] divulgar muita coisa ao mesmo tempo acaba por gerar confusão. Portanto, no segundo trimestre do ano provavelmente a Academia online vai estar ativa, ou seja, os workshops já vão estar disponíveis na Academia. Há-de haver uma espécie de membership (sócio).Para quem quiser participar sempre dos workshops poderá pagar um valor mensal para ter acesso à informação. As pessoas também poderão participar a título pontual, podendo pagar apenas pela participação num workshop. Portanto, vamos dizer que no primeiro trimestre de 2022 iniciamos com o programa e com os workshops pontuais. E no segundo trimestre vamos começar com a Academia online. E obviamente aqui a palavra de ordem é: partilhar e fazer com que este projeto chegue à nossa comunidade e que exista uma mente aberta, porque é preciso ter em atenção: ninguém é melhor que ninguém. Estamos todos na mesma viagem. Tudo aquilo que eu Adelaide falo são coisas pelas quais eu já passei. Não falo de nada que eu não tenha tido experiência e por isso que haverá outras pessoas com outras experiências de vida também a ministrar palestras, porque é mesmo isso: é aquilo que nós vivemos que nos dá a estaleca que precisamos para crescer e para podermos ajudar os outros a crescerem connosco. (MM)