Estrangeiros dos navio cruzeiros proibidos de desembarcar em Portugal, 1ª. medida migratória contra COVID-19

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PM português, António Costa. Foto: Paulo Vaz Henriques

Manuel Matola

 
Os passageiros estrangeiros dos navios de cruzeiros que atracarem em Portugal serão proibidos de desembarcar nos portos portugueses, disse o primeiro-ministro, António Costa, ao anunciar medidas para travar a pandemia do Covid-19.

Mas haverá uma exceção a essa medida do âmbito da imigração que as autoridades portuguesas pretendem adotar: é em relação aos passageiros que sejam residentes em Portugal que, entretanto, terão o direito de pisar o solo português, onde, de resto, “são muito bem-vindos”.

Falando à entrada do Conselho de Ministros desta quinta-feira, que se reuniu para discutir basicamente as formas de se travar a propagação do coronavírus, António Costa disse:

“Iremos também determinar a proibição do desembarque dos passageiros dos navios de cruzeiro, que poderão continuar a aportar para reabastecimento, com exceção dos passageiros que sejam residentes em Portugal, que são muito bem-vindos”. 

Nesta segunda-feira, a secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, citada pela TSF, admitiu a possibilidade de Portugal fechar as fronteiras e impor quarentena “se for absolutamente essencial”.

Há dias, André Ventura, líder e deputado único do Chega, partido anti-imigração, exigiu por duas vezes na mesma semana o encerramento temporário de fronteiras em Portugal.

Hoje, o primeiro-ministro português, que recebeu todas as forças políticas com assento parlamentar, disse ter sentido “empenho de todos” os responsáveis políticos que deram a sua opinião sobre as medidas que Portugal deve implementar para travar a propagação do Covid-19.

E em relação a essas matérias, o primeiro-ministro português concluiu assim que “não há partido do vírus e partido anti-vírus”.

Além da decisão sobre o desembarque de passageiros estrangeiros nos portos portugueses, uma matéria do campo da imigração, o primeiro-ministro destacou o encerramento de escolas.

Mas há muitas outras medidas analisadas pelo Conselho de Ministros de Portugal e que foram elencadas por António Costa.

“Nós vamos determinar o encerramento das discotecas e estabelecimentos similares, reduzir em um terço a lotação máxima de cada estabelecimento de restauração de forma a aumentar o espaçamento entre os diferentes clientes, vamos determinar a limitação da frequência de centros comerciais ou de serviço públicos de forma a que a sua frequência se adeque ao espaço de cada um sem que haja um excesso de pessoas simultaneamente dentro do mesmo espaço”, referiu António Costa.

De acordo com o chefe do executivo português, o governo de Portugal vai também limitar visitas a lares de idosos.

“Tal como já foi determinado em relação à região norte, será estendida a todo o país a limitação de visitas a lares de idosos”, sublinhou António Costa. (MM)

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