Gattuso antecipa o Etimba Festival como uma “lufada de oxigénio” na arte

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Gattuso Luís

Rodrigo Lourenço

É já esta semana que acontece o Etimba Festival. Com um alinhamento que pretende fazer a ponte para a diáspora africana, este evento surge como uma lufada de ar fresco para os artistas.

Uma iniciativa que deixa Gattuso com esperança para o futuro: “A presença neste festival é uma lufada de oxigénio. Os músicos estão sufocados com a falta de espetáculos e isto é um alívio que garante fé para um futuro próximo”.

Devido às restrições impostas pela pandemia, os eventos culturais estão sujeitos a medidas de segurança com o objetivo de evitar o contágio das pessoas e de tentar voltar à normalidade no que diz respeito a estes espetáculos.

Mesmo com estas restrições todas, o músico angolano não deita a toalha ao chão e reforça a necessidade de readaptação que as pessoas devem ter:

“Devemos adaptar-nos, reinventar-nos, ser resilientes e fazer omeletes com os ovos que temos [risos]. Obviamente temos de fazer uma adaptação. Em termos de interação fica limitado, mas vamos contentar-nos com as palmas e olhares porque é melhor do que não ter nada”.

Acabado de lançar o álbum “Vencedores”, Gattuso Luís confessa a complexidade de explorar todas as facetas do continente africano durante um concerto, mas garante que o alinhamento musical para o Etimba Festival vai ser composto por “luz, cor, harmonia, alegria, animação, motivação, educação, paz e amor”:

“A cultura envolve muita coisa, desde moda, pintura, escritura, artesanato, história música, dança, teatro e muito mais. Nós temos de mostrar o que nos foi dado e a energia que nos caracteriza, com muito alegria e sorriso. E também o calor humano. O povo africano é muito solidário, unido pacífico, alegre, feliz, de amor e é isso que temos que mostrar em qualquer parte da cultura que estejamos inseridos”.

Para além do Etimba ter como propósito juntar músicos de ambos os continentes, o evento que se realiza no Espaço Espelho D’Água em Belém entre 3 e 4 de junho a partir das 19:00, tem como objetivo angariar fundos a favor da reconstrução da biblioteca comunitária do Lobito-Angola.

Sobre a iniciativa solidária, Gattuso mostrou-se entusiasmado com o fim educacional da causa:
“Para mim é algo muito forte em termos de objetivo para este festival. Investir numa biblioteca, num mundo em que a leitura é cada vez mais escassa é uma causa muito forte. Hoje é Angola que precisa, amanhã pode ser outra parte do continente africano, ou até do mundo. Vivemos numa aldeia global e devemos deixar de pensar de maneira singular. A pandemia veio mostrar que os problemas não são regionais, são mundiais”. (RL)

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