Grécia põe zepelim a vigiar barcos vindos da Turquia

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A Grécia vai vigiar, a partir de hoje, a sua fronteira marítima com um zepelim, que sobrevoará a ilha de Samos para detetar migrantes que tentem chegar a território da União Europeia a partir da Turquia.

A medida constitui um projeto piloto realizado em conjunto com a Agência Europeia de Fronteiras (Frontex) e visa fortalecer a proteção das fronteiras externas da União Europeia (UE).

O projeto prevê que o zepelim percorra toda a zona, durante 28 dias seguidos e 24 horas por dia.

“O zepelim observará uma grande área, o que permitirá descobrir navios que tentem chegar à Grécia a partir da Turquia e informar as autoridades turcas”, explicou o ministro grego da Migração, Yorgos Kumutsakos, em comunicado à televisão privada grega ANT1.

Segundo o ministro, “tudo será feito de acordo com o direito internacional”, mas algumas organizações não governamentais (ONG) acusam os guardas costeiros da Grécia e da Turquia de bloquearem a passagem a alguns navios que já teriam chegado a águas europeias, detendo os migrantes e devolvendo-os à Turquia.

Esta é a primeira vez que um Estado-membro da UE usa um zepelim para este fim, embora a medida não seja novidade na Grécia, já que este país usou o método durante os Jogos Olímpicos de 2004 para vigiar Atenas.

Um zepelim é uma aeronave que usa gás de menor densidade do que a atmosfera para se manter suspensa no ar. Foi usado sobretudo entre 1900 e 1930, tendo depois perdido popularidade devido a vários acidentes e ao desenvolvimento dos aviões.

O novo Governo grego, liderado pelo conservador Kyriakos Mitsotakis, já tinha anunciado, na sua chegada ao poder em início de julho, que iria adotar mudanças nas políticas de migração, incluindo a aceleração dos exames para dar asilo e os retornos à Turquia.

Com esta política, Mitsotakis espera “descongestionar” as cinco ilhas do mar Egeu – Lesbos, Samos, Chios, Leros e Kos -, onde atualmente vivem mais de 16.000 requerentes de asilo, embora a capacidade dos campos onde residem seja de apenas 6.000 pessoas.

Fonte: Expresso

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