Guiné-Bissau quer isentar de vistos de entrada a cidadãos com dupla nacionalidade

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Bandeira da Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau pretende isentar de vistos de entrada os cidadãos guineenses com dupla nacionalidade, uma das “medidas mais urgentes a serem implementadas” pelo Estado daquele país lusófono no âmbito de redinamização da sua política externa.

Segundo o Programa de Emergência do Ano 2019, a que o jornal É@GORA teve acesso, o Estado da Guiné-Bissau vai “estabelecer uma sinergia dinâmica” com a diáspora guineense visando a sua participação no desenvolvimento económico e social, nomeadamente através do financiamento de projetos de desenvolvimento.

Para tal, vai implementar a partir deste ano “medidas mais urgentes” que passam pela isenção de vistos de entrada na Guiné-Bissau aos cidadãos na diáspora que tenham também a nacionalidade do país onde residem.

De acordo com “Programa de Emergência Ano 2019” da República da Guiné-Bissau, “o principal objetivo da política externa será o de reabilitar a imagem da Guiné-Bissau no exterior e assegurar a progressiva credibilização do país, procurando atrair investidores estrangeiros e voltando a captar a atenção dos tradicionais parceiros de desenvolvimento”.

“De igual modo, a política externa deverá velar pelo bem-estar das nossas comunidades espalhadas pelo mundo, valorizando a sua condição de cidadãos guineenses de pleno direito e incentivando a sua participação no desenvolvimento económico, social e cultural do país”, lê-se no documento.

No plano da Diplomacia, Cooperação Internacional e Diáspora, o Estado guineense assegura que vai igualmente “organizar a primeira semana da diáspora guineense”, mas não indica a data do certame.

Em declarações há dias ao jornal É@GORA, o presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, disse ser “preciso ouvir a diáspora” sobre as questões importantes do país enquanto “um prolongamento da população” guineense.

Falando à margem da Conferência de militantes e simpatizantes do PAIGC na diáspora europeia, que decorreu no passado domingo em Lisboa, sob lema “Resgatar o Sonho Guineense e Projetar o Desenvolvimento da Guiné Bissau”, Domingos Simões Pereira afirmou ser “responsabilidade de todos criar um ambiente favorável para que a governação possa ser exercida num ambiente de tranquilidade e favorável à implementação dos programas”.

“Eu escrevi uma brochura sobre isso argumentando que é responsabilidade de todos criar um ambiente favorável para que a governação possa ser exercida num ambiente de tranquilidade e favorável à implementação dos programas”, disse o antigo primeiro-ministro guineense que anunciou estar “disponível” para se candidatar às eleições primárias do PAIGC visando concorrer às presidenciais de 24 de novembro na Guiné-Bissau. (MM)

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