História da Moda e a emancipação da mulher

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Claudina Correia
(Consultora de Imagem)
A Moda é uma expressão cultural que, ao longo da história, tem acompanhado o comportamento das pessoas e o vestuário foi um grande aliado da mulher na sua emancipação, prova que essa relação vai muito além do que a simples estética.

A luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres sempre existiu, mas, no inicio do século XIX, com as mulheres a terem acesso à alfabetização e a frequentar universidades, começaram a estar mais conscientes e a exigir os seus diretos.

Numa época em que a Lei dizia que apenas pessoas do sexo masculino podiam votar, excluindo assim as mulheres, em 1848 fundou-se, em NY, a National Woman Suffrage Association (NWFA – as Sufragistas), o 1ª movimento feminista organizado para o direito do voto feminino.
Nas suas manifestações as sufragistas vestiam roupas de cores verdes, brancas e violeta que em inglês é green, white and violet onde a sigla GWV significava “Give Women Vote”.

Na época da Grande Depressão, a crise financeira de 1929 que levou as famílias a situações de pobreza extrema, a única prioridade era conseguir e garantir comida. Com a falta de dinheiro para comprar tecidos, as mulheres revelaram sua natureza resiliente e criativa e passaram a confecionar roupas para si e para suas famílias com os sacos de farinha que eram feitos de algodão.

Entre 1939 e 1945 houve um aumento significativo de nascimentos (o dobro), o que fez com que nos anos 60 existisse uma grande população jovem. Estes jovens criaram movimentos revolucionários contra padrões conservadores, abraçavam diversas causas, surgiu um segundo movimento feminista e com a comercialização da pílula causaram uma transformação revolucionária na moda representado pela mini-saia. A partir dessa altura vários estilistas começaram a criar diferentes modelos de minissaias, passando assim a moda de rua (street style) a influenciar as passarelas.

Nos anos 80 com a inserção massiva das mulheres no mercado de trabalho surge o Power Dressing. Uma moda unissexo com os ombros bem marcados e silhuetas super empoderadas. Este estilo permitiu às mulheres estabelecerem a sua autoridade no ambiente profissional e político, espaços esses sempre dominados por homens.

Nos anos 90 a moda foi dividida em tribos e nichos de consumo, sendo uma época de evidente expressão das mulheres.
Algumas apostavam num estilo sexy, outras mais minimalista, padrões étnicos e surgiu o estilo desportivo.
Aqui abriu-se as portas do fast fashion, tornando a moda mais democrática e a hierarquia da moda inverteu-se. Tornou-se possível a mistura de peças de gama alta com peças mais acessíveis.

Os anos 2000 trazem uma mentalidade mais inclusiva e tolerante com movimentos de sonoridade, genderless, anti-racismo, contra a arbitrariedade da idade e contra a tirania do corpo ideal. Cessa-se assim a segregação da Moda em termos de faixa etária, orientação sexual e o peso.

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