Regresso às aulas: Gestão da Mesada

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Adelaide Miranda
(Escritora, Engenheira, Empreendedora)
Já há algum tempo que não abordo o tema das finanças pessoais. Com o regresso das aulas, o tema não é só pertinente como importante, essencial e obrigatório.
Raramente os jovens adolescentes são envolvidos no tema das finanças familiares. Muitos crescem sem a noção dos custos associados à manutenção da casa de família, assim como os custos necessários para viver.

Contudo, quando vão para a escola preparatória, a maioria, por norma, passa a ter acesso a uma mesada para cobrir os custos de alimentação na escola. E, o mais engraçado, espera-se que sejam mestres na gestão da mesma quando o único contacto que tiveram com a gestão do dinheiro foi em alguns exercícios de matemática ainda na escola primária.

Como esperar que façam uma gestão adequada da mesada, se não lhes foram passadas as leis das finanças pessoais? Sou da opinião de que é importante, essencial e obrigatório incluir a educação financeira em todas as escolas do mundo. Devemos ensinar aos nossos jovens temas práticos e que lhes serão úteis para a vida toda.

No livro “Guia Prático Da Educação Financeira” enumero 10 dicas que podem ser consideradas as leis da gestão das finanças pessoais. Dicas práticas retiradas do livro “O Homem Mais Rico da Babilónia”, que é nada mais nada menos que o melhor livro de finanças do mundo. Por hoje, deixo-vos 3 Dicas. Dicas estas que servem como base para a gestão financeira de qualquer indivíduo que se encontre na face da terra, e explicadas de forma a que permitem uma aplicação rápida e entendimento por parte da nossa camada mais jovem.

Dica 1 – Paga-te Primeiro
Independentemente do valor da mesada, do salário, do prémio, do que for que se receba, é importante, essencial e obrigatório colocarmos imediatamente de lado uma percentagem. O mínimo recomendável são 10%. Por que motivo devemos colocar de lado uma percentagem? Dois motivos: não só criamos o hábito de poupar, como também aprendemos que temos direito a reter uma percentagem do que ganhamos para nós. Devemos saber que o dinheiro que recebemos não serve apenas para gastar, mas também para nós. Porquê? Porque merecemos!

Dica 2 – Vive dentro das tuas possibilidades
A maior dificuldade nos dias de hoje é vivermos dentro das nossas possibilidades. Queremos ter tudo o que os nossos amigos, vizinhos, ou “inimigos” têm, sem pensarmos se temos possibilidades para isso. É importante, essencial e obrigatório garantirmos que cobrimos as nossas necessidades e só depois pensar nos nossos desejos. Como? Orçamentando. Devemos criar um orçamento considerando o valor que temos de entrada e todos os gastos que temos. Se o que entra for menor do que o que sai, há que reformular, cortar onde for possível… Nem sempre é fácil, mas é necessário. Contabilizar todos os tostões é a melhor forma de criar milhões.

Dica 3 – A Lei do 3Ps (Planeamento, Paciência e Persistência)
A lei dos três Ps: planeamento, paciência e persistência. Para além de orçamentarmos as nossas despesas, devemos planear o que fazer com os 10% que colocamos de lado. Lembram-se? Aqueles 10%? Este valor deve ser utilizado para fazer pequenos investimentos, ou para as camadas mais jovens adquirirem aquelas coisas que estão fora do orçamento normal, ou seja, os desejos. Quanto custa o que desejam comprar? Quanto colocam de lado mensalmente? Quanto tempo demora até juntarem o montante necessário? Há que planear, ter paciência e nunca desistir. Grão a grão enche a galinha o papo.

Simples e prático, certo? Há que colocar em prática. Estas dicas permitem não só uma melhor gestão da mesada, a criação de hábitos de poupança e investimento, assim como permitem a redução do stress na hora de utilizar o dinheiro.

E, obviamente, não esquecer de adicionar no orçamento das necessidades básicas a trindade da nossa sociedade: álcool gel, máscaras e distância de segurança. (X)

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