Humaniza-te

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Adelaide Miranda
(Escritora, Engenheira, Empreendedora)
Humaniza-te. Peço-te encarecidamente que derrubes todas as tuas barreiras, que te libertes da desconfiança, que passes a acreditar na humanidade. Humaniza-te, para que o mundo possa curar-se de todos os seus males. Humaniza-te, para que possas abraçar a tua própria natureza. Humaniza-te, para que possas ser a mudança que queres ver no mundo.

Ficamos escandalizados com os casos de violência que vemos no mundo. Participamos em debates calorosos defendendo que as coisas têm de mudar. Gritamos em voz alta que assim não pode continuar. Exigimos tolerância aos outros. Exigimos que a justiça seja feita. Fazemos “posts” nas redes sociais a confirmar a nossa revolta, a nossa indignação… Exigimos a mudança no mundo, exigimos a mudança nos outros, exigimos que se cumpram valores e princípios que nós temos dificuldade em aplicar.

É importante, essencial e obrigatório que te humanizes. É importante, essencial e obrigatório que tu sejas a mudança no mundo. É importante, essencial e obrigatório que sejas o primeiro, ou a primeira, a cumprir com os valores que queres ver estabelecidos no mundo. Não exijas dos outros aquilo que tu não consegues fazer. Preocupa-te com o que tu podes fazer primeiro. Preocupa-te em alterar a visão que tens dos outros e do mundo. Quando efetuares essa mudança em ti, irás influenciar a mudança das pessoas à tua volta. Essas mesmas pessoas, quando efetuarem essa mudança em si, irão influenciar as pessoas à sua volta. E, assim, em efeito bola de neve, tu consegues mudar o mundo. Então, humaniza-te primeiro para que os outros se humanizem também.

Como? Como nos podemos humanizar? Foca-te nas próximas 3 dicas que vou enunciar. Compreende a sua mensagem e analisa. Foca-te e pratica. Humaniza-te.

Dica 1 – Cada um faz o melhor que pode com o que tem
O primeiro passo para que te humanizes é percebendo que todas as pessoas fazem o melhor que podem com o que têm. As pessoas são resultado das suas vivências, experiências, ambiente que as envolve, conhecimento… Devemos sempre pensar que se nós fossemos as pessoas em causa, com as experiências por que passaram, com a imagem que têm do mundo, nós faríamos exatamente a mesma coisa do que elas. O comportamento é transformável e o comportamento atual é sempre a melhor escolha que se tem no momento. Lembra-te sempre disto antes de julgares alguém.

Dica 2 – O comportamento de alguém não é a pessoa
Aceite a pessoa. As pessoas não são o seu comportamento. Cada um de nós tem a capacidade de alterar o seu comportamento perante uma determinada situação. Ao aceitarmos a pessoa, e tentarmos entender quais as causas que levaram ao comportamento que não aceitamos teremos a capacidade de perceber o que pode influenciar a alteração do comportamento. Há que lembrar que todos nós em alguma fase das nossas vidas teve um comportamento que não aceitou. Assim sendo, todos são capazes de comportamentos “menos bom”.

Dica 3 – Um indivíduo é um aglomerado de “partes”, muitas vezes em conflito
Entende isto. Nós somos o conjunto de várias partes. Quantas vezes sentiste conflito contigo mesmo? Quantas vezes tiveste dificuldade em decidir? Quantas vezes agiste contra os teus valores e princípios? Então, se tu tens essa capacidade, por que motivo julgas e condenas os outros por coisas que também te acontecem a ti? Aceita que o ser humano está sujeito a falhas, qualquer ser humano.

Se analisares e aplicares as três dicas, verás que será mais fácil para ti entender a natureza humana. Ao entenderes a natureza humana, terás a capacidade de aceitar as pessoas. Humaniza-te. A solução para o mundo começa em ti.

Assim sendo, assume também responsabilidade pelas tuas ações: mantém as distâncias de segurança, usa máscara em locais fechados, lava as mãos com frequência. Queres ver mudança? Começa por ser tu a mudança! (X)

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