Igualdade e Amor: As soluções para o problema “racismo”

0
204

Adelaide Miranda
(Escritora, Engenheira, Empreendedora)
“Racismo, preconceito, discriminação em geral; É uma burrice coletiva sem explicação. Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união…” assim começa a música de Gabriel, o Pensador. Uma música do passado, que refletia o passado, focava no presente e apelava pelo futuro; e que continua a ser bem presente. “Como eu já disse, racismo é burrice”… Está na hora de colocarmos este tema de uma vez por todas em pratos limpos.

O “racismo” é o problema, a igualdade é a solução. Chega de apontarmos para as diferenças e está na hora de abordarmos as nossas semelhanças. Não existem várias raças, existe apenas a raça humana. Uma raça que se distingue por várias culturas, vários tons de pele… Uma raça com variedade. Uma variedade que nos torna a todos especiais. E é esta variedade que nos torna a todos semelhantes. Somos seres dotados de características únicas. Somos capazes de tudo… Somos capazes das melhores coisas, como das piores coisas… Vamos manter o foco nas melhores coisas.

A união que se vê pelo mundo, vem em boa hora. Todos juntos, de vários tons de pele, de várias culturas, de várias religiões a marchar em conjunto em resposta à crueldade cometida contra George Floyd e muitos outros nomes, tantos que fica quase impossível de enumerar. Sim. A união é importante, essencial e obrigatória. Apelo a essa união, contudo peço apenas uma pequena correção. Peço que a união seja a favor da igualdade. Peço que a união seja a favor dos direitos humanos. Peço que a união seja a favor do amor. E, porque peço isso? Porque violência gera violência. Marchar contra o racismo apenas coloca mais ênfase no que queremos eliminar.

A solução passa por marcharmos pela paz. A solução passa por educarmos os nossos filhos a favor da igualdade. A solução passa pela educação académica. Porquê? Porque se queremos efetivamente que a lei mude, que se proteja os nossos, que se protejam todos, devemos garantir representatividade nos órgãos que fazem a lei e nos órgãos que as protegem. Queremos mais filhos políticos, advogados, juízes, policias… Queremos mais filhos em posição para mudarem as leis, para que se protejam os George Floyd do mundo e para que se faça justiça quando assim tiver de ser.

Devemos também lembrar que um homem não são todos os homens. Os atos impensados de alguém não devem ser catapultados nem generalizados. O perpetuador do ato deve sim ser levado à justiça, mas lembremos que foi essa pessoa que tomou essa atitude; não foram todos os outros. Assim sendo, apelemos pela igualdade. Apelemos por leis que permitam que se faça justiça para todos. Apelemos por mais amor. Apelemos por mais humanidade.

O ser humano está perdido. O sofrimento é notório. Lembrem-se que apenas causa sofrimento quem está em sofrimento. Não é justificação, é apenas uma constatação. Então, se trabalharmos por forma a cultivar o amor, principalmente o amor próprio iremos trabalhar no sentido de eliminar a dor. O racismo é consequência do sofrimento. Se eliminarmos a causa, eliminamos o sofrimento… E o oposto do sofrimento é o amor. Com amor próprio deixa de haver tempo para não se compreender o outro. O foco seremos nós e se só tivermos amor dentro de nós, só teremos amor para dar. Lembrem que só podemos dar o que temos.

Este tema serviu, de alguma forma, da pior forma, para nos distrair da pandemia. As notícias já têm outro foco, contudo o risco mantém-se e os casos confirmados de Covid-19 têm aumentado. Mantenham os cuidados: distâncias de segurança, máscaras… Desta forma poderemos continuar a salvar vidas, as vidas que nós podemos impactar diretamente. As outras… As outras vidas só a educação e a marcha pela igualdade e pela paz as poderão salvar. (X)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here