Imagem do Poder

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Kamala Harris, candidata à vice-presidência dos Estados Unidos na eleição de 2020

Sona Fati
(Consultora de Imagem e Formadora)
Moda é das poucas áreas que se relaciona com todas as outras áreas. Dizem-me e com razão que vejo moda em tudo. Mas não é apenas ver. É preciso ir mais além. Gosto e considero pertinente visão holística sobre a moda. Dizer que não se liga nada à moda é não saber literalmente do que se está a falar. Basta pensar de onde vem a roupa que se veste.
É da moda que vem quase tudo que é necessário para construir a imagem visual.

Hoje, a imagem vai para além do culto. Estamos na era em que imagem é tudo. Como ferramenta de comunicação a imagem desempenha um papel fundamental. Já não é o simples ato de se vestir. Hoje veste-se para contar história e deixar marca pessoal. Exemplo disso é Michelle Obama. No documentário sobre a sua história de vida Michele Obama admitiu a importância e necessidade que teve de recorrer à moda para construir a sua imagem como primeira dama. Não teria de o fazer, mas ainda bem que o fez. Veio ajudar a desmistificar o recurso à moda por parte de determinados setores para comunicarem a mensagem que pretendem através da imagem visual.

Existem áreas que sabem muito bem como beneficiar da moda para construir imagem de poder. E fazem com mestria, de forma subtil, porém impactante.

A mulher do momento vem de uma dessas áreas. Kamala Harris, a candidata à vice-presidente nas eleições norte americanas de novembro de 2020. Politiquices à parte. O meu olhar de Consultora de Imagem não ficou indiferente à mensagem poderosa que Kamala Harris transmite. Ela chegou já com uma imagem de marca. Apresentou-se de estilo clássico, maioritariamente vestida de fato com cores sóbrias, acessórios discretos, bem penteada e maquilhagem discreta. Tudo isto passa uma imagem simples, apelativa, sustentada por atitude firme e simpática. É a mulher do momento, conceito que visualmente lhe assenta muito bem.

Ao estilo de Kamala Harris há três lições a retirar

Primeiro: uma mulher não tem de perder a feminilidade quando exerce cargo de poder. É a feminilidade que lhe distingue e lhe torna especial e autêntica;

Segundo: pessoas que exerçam cargos de poder podem ter estilo;

Terceiro: não basta estar no poder, é preciso vestir-se de forma empoderada, seja homem ou mulher.

A moda como ferramenta de comunicação é o aliado mais poderoso que se pode ter por perto. (X)

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