Jerónimo de Sousa quer mais humanismo no processo de legalização dos imigrantes em Portugal

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Jerónimo de Sousa. PCP ©

O líder do Partido Comunista, Jerónimo de Sousa, considera que os imigrantes não podem ser vistos “como um peso”, pelo que “Portugal deve acolhê-los” com dignidade, adotar políticas que ajudem a agilizar a sua integração e legalizar os que ainda se encontram em situação irregular.

“Portugal é um país aberto, sempre o foi desde a sua fundação, e a questão dos imigrantes deve ser tratada com essa sensibilidade, com humanismo e compreensão, que conduzam à sua legalização”, afirmou o secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), em declarações ao Jornal É@GORA no segundo dia da Festa do Avante, que termina este domingo.

Jerónimo de Sousa reagia deste modo a uma pergunta a propósito da necessidade de adoção de medidas ou de uma nova política que possa dar resposta à situação de ilegalidade em que vivem muitos imigrantes, depois de recentemente o SEF ter anunciado que, até ao final do ano, estão suspensas os agendamentos e que não existem datas para 2020.

“Portugal deve acolhê-los, até porque se olha às vezes para os imigrantes como um custo, como um peso, quando na verdade eles vêm para o nosso país e trabalham, refrescam o próprio tecido social”, evoca o dirigente comunista para quem “os imigrantes devem sentir-se bem aqui”.

Facto é que, como recomenda o líder do PCP, o legislador tem que ter em conta tais preocupações, designadamente a legalização dos indocumentados. Jerónimo de Sousa concorda que constitui uma incongruência Portugal querer mais imigrantes e haver no território nacional muitos cidadãos estrangeiros em situação ilegal durante anos, por força dos procedimentos burocráticos.

“Por isso mesmo é que a questão da legalização é um elemento fundamental”, insiste.

O líder comunista intervém esta tarde no comício que marca a “rentrée” política do PCP, em vésperas das eleições legislativas de 6 de outubro. Segundo Jerónimo de Sousa, o seu partido vai para a batalha eleitoral “com uma grande confiança”, mas também “com coragem política” e, se necessário, “coragem física e anímica”. Sublinha que “os portugueses bem precisam de uma CDU reforçada”.

Na última sexta-feira, na abertura da Festa do Avante, Jerónimo de Sousa defendeu uma política e um novo rumo para a justiça, “que se quer mais igualitária e acessível” a todos os cidadãos. A posição do secretário-geral vem plasmada na linha programática do partido, ante uma batalha eleitoral que se espera renhida sobre os vários temas da atualidade nacional e internacional. (X)

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