Júlio Silva indicado correspondente em Maputo da Academia Internacional da União Cultural brasileira

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Júlio Silva, Cineasta, Etnomusicólogo e Antropólogo Cultural moçambicano

O cineasta e antropólogo cultural moçambicano Júlio Silva é desde sexta-feira membro de uma rede  de correspondentes da Academia Internacional da União Cultural brasileira, cuja missão é promover a cultura, as letras, as artes, as ciências, a filantropia, fraternidade e a paz a nível mundial.

Embora resida em Lisboa, Júlio Silva será correspondente da instituição na capital mocambicana, onde tem a sua morada oficial, devendo por isso ser o ponto focal da Academia em Maputo no processo de troca de informações culturais, tradições e informações gerais entre pessoas de diversas localidades e de culturas distintas que integram a organização.

Um comunicado, a que o jornal É@GORA teve acesso, assinala que “a princípio”, a Academia tem como metas “a estruturação e expansão da Academia”, bem como “a realização de eventos literários, artísticos e culturais”.

A viabilização de parcerias diversas e divulgação dos académicos das inúmeras localidades através de parcerias também faz parte dos propósitos daquela entidade com sede na região de Taubaté, que fica próximo da cosmopolita cidade brasileira de São Paulo.

“A Academia Internacional da União Cultural é uma instituição inspirada nos mesmos conceitos do Movimento União Cultural, comportando associados efetivos e correspondentes, sem número restrito de acadêmicos ocupantes, tendo como objetivos a união dos diversos ramos da atividade humana, sejam profissionais, artísticos, culturais, filosóficos”, refere o mesmo documento.

Aquela organização destaca que “não admite em suas dependências e eventos o sectarismo religioso e mantém neutralidade quanto a partidarismo político”, pelo que a sua missão visa “cultivar a cultura, as letras, as artes, as ciências, a filantropia, a fraternidade e a paz” no mundo.

A Academia iniciou seus trabalhos a pouco tempo, porém, lembra que remonta do Movimento União Cultural “que já realizou diversos trabalhos no campo cultural,tais como: idealização de academia de letras para detentos, realização de concursos de poesias, organização de competições enxadrísticas, valorização de intelectuais, artistas, escritores e profissionais através de outorga de premiações”.

Também se propõe a fazer lançamento de coletâneas literárias, produzir e dirigir um programa televisivo chamado Litteratudo pela TV Cidade Taubaté, fixando-se tambem na organização de concursos de fotografias, realização de mesas-redondas sobre literatura e cultura e de bate-papos com autores de ficção e não-ficção, além de se dedicar à criações de núcleos culturais em várias cidades.

Reagindo, o cineasta e antropólogo cultural e um dos mais destacados imigrantes moçambicanos em Portugal considerou ao jornal É@GORA que se trata de “mais um noticia em prol da cultura moçambicana”, numa alusão ao recente convite que recebeu de Moscovo.

No mês de janeiro, o Etnomusicólogo e Antropólogo Cultural moçambicano, que há anos imigrou para Portugal, passou a integrar o conselho editorial da Academia Internacional Mariinskay n.a. M.D. Shapovalenko e da revista científica russa “Mariinskaya Academy”, onde é pesquisador do laboratório Folclore e Etnomusicologia do departamento de Musicologia.

Há largos anos que Júlio Silva se tem dedicado ao cinema rural em Moçambique, após ter criado uma linha cinematográfica muito africana, que aborda a Cultura, História, realidade, o quotidiano e a língua, o que lhe tem valido prémios e convites de outros países da CPLP para lá fazer alguns filmes. (MM)

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