LAM retomou terça-feira voos ao espaço europeu nove anos depois de banimento

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Precidónio Silvério

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) voltou oficialmente, esta terça-feira, a voar para o espaço europeu, apenas com um voo semanal, sendo o incremento do número de viagens dependente dos resultados da avaliação das operações durante os próximos 30 dias, disse uma fonte da companhia aérea moçambicana ao jornal É@GORA.

A retoma dos voos comerciais da companhia aérea de bandeira moçambicana para a Europa, com a ligação Maputo-Lisboa e vice-versa, dá-se nove anos depois de a LAM ter sido banida pela União Europeia alegadamente por o Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM) não cumprir com as regras de segurança na supervisão das operações aéreas.

Na altura, a Comissão Europeia apontou várias razões para a decisão: a falta de um quadro legal que regula a actividade de aviação, a inexistência de supervisão das companhias aéreas, deficiências no processo de certificação dos operadores aéreos e o reduzido número de técnicos qualificados para trabalhar na área de aviação civil em Moçambique.

Uma fonte a LAM disse ao jornal É@GORA que, numa primeira fase deste retorno, a empresa vai usar a aeronave Airbus A330-300, que irá operar semanalmente entre Lisboa e Maputo e vice-versa de hoje até dia 30 de setembro. Se até lá os resultados apontarem para uma análise positiva, o número de voos vai subir.

A aeronave, que vai transportar oficialmente em voo comercial mais de 200 passageiros chega às 7:00 na manhã desta quarta-feira (horário de Maputo) ao Aeroporto Internacional de Mavalane, na capital moçambicana, e fará o sentido inverso na hora 11:55 da noite.

“Vai ser um voo por semana entre Maputo e Lisboa, isso numa primeira fase. Depois disso, vai-se avaliar se as operações continuam da mesma forma ou se poderá aumentar o número de voos por semana”, precisou a fonte.

Um comunicado da LAM indica que o voo semanal vai sair de Lisboa para Maputo às terças-feiras e de Maputo para Lisboa, às quartas-feiras, com partidas previstas para 8:00 e 11:55 da noite locais, respetivamente.

O documento indica que estes voos vão não só movimentar pessoas entre os dois países (Moçambique e Portugal), como também irão permitir a entrada destas para outros países europeus, entre outras partes do mundo.

No entanto, o mesmo documento assegura ser necessário a observação das políticas de fronteiras tanto para entrada a Moçambique como para a União Europeia, isto, sobretudo, a estas alturas da pandemia.

A aeronave com capacidade de transportar cerca de 278 passageiros, dos quais 255 para a classe económica e os restantes 23 para a executiva, é a mesma que fez o voo humanitário e de repatriamento no passado dia 28 de julho.
Entretanto, esta não tinha que ver com o retorno da companhia para o espaço europeu, foi um voo pontual. (PS)

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