Lisboa acolhe 1º Arrayá Viemos do Egyto, os Santos à moda Egypcia

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Manuel Matola

A capital portuguesa, Lisboa, vai acolher esta sexta-feira o primeiro Arrayá “Viemos do Egyto”, o bloco de carnaval que, usando referências das típicas festas juninas brasileiras, os Santos à moda Egypcia, faz cruzamento entre as manifestações culturais do Egito Antigo e as expressões artísticas contemporâneas.

O espetáculo do grupo criado em 2011 no Rio de Janeiro, Brasil, onde já arrastou multidões de até 20 mil pessoas, vai fazer a folia durante a programação do Pride Lisboa 2022, no Arroz Estúdios, palco para o qual o grupo levará curadoria musical única, indumentárias sempre exuberantes além de uma ambientação visual especial.

Em nota enviada ao jornal É@GORA, o grupo assinala que “grande parte do público é formado pela comunidade LGBTQIAP+ e por artistas e ativistas vindos de diversos coletivos que dão forma a festa egypcia criando assim um espaço de diversidade com carácter democrático, popular, acolhedor e seguro de diversidade e comunicação direta com a cidade”, no caso, a de Lisboa, onde serão apresentadas “performances interativas, parangolés em formato de pirâmides manipuladas pelo público, um Rio Nylo que se espalha pela multidão”.

Numa noite onde “o Tejo vai virar o Nylo”, os promotores do show musical asseguram que “Lisboa vai se dourar e se deliciar com atrações como a Fogueira dos Desapegos, Pirâmide do Beijo, Correio Elegante, Templo dos Desejos e, claro, a grande Quadrilha Egypcia, uma dança coletiva que vai arrebatar a noite”.

De acordo com o comunicado, “o Arrayá ainda vai contar com o line up formado por DJ Justy DivynalL( forró eletrônico regional e sons pop periféricos contemporâneos), DJ SUGU (disco, house music e brazilian immersion) e DJ XD Eric. As performances ficam por conta de MC Lípizzi (@contemfunk), e Paulinho Fluxus (@fluxuz__) que vai atravessar o espaço com luzes e uma programação de laser criando uma cenografia holográfica no evento”. Também estarão presentes os Fogay.ra dos Desapegos, Kuadrilha Egypcie, Pyrâmide do Beyjo, Korreyo Elegânty eTemplo dos Desejos Egypcies.

Com o intuito de “resgatar e homenagear o Axé Music dos anos 80 e 90 do Brasil”, o Viemos do Egyto, criado há uma década, “expandiu suas fronteiras e faz um cruzamento entre as manifestações culturais do Egito Antigo e as expressões artísticas contemporâneas”, diz o grupo.

Nos eventos em que o público considerável é a comunidade LGBTQIAP+, artistas e ativistas vindos de diversos coletivos, o bloco de carnaval reúne milhares de pessoas que comparecem caracterizadas com fatos especiais, adornos e maquiagens caprichadas e altamente produzidos no melhor estilo Egypcio.

“Todo este ambiente transforma o acontecimento numa experiência estética, sensorial e coletiva, com uma marca muito própria. É sempre uma festa inesquecível”, lê-se no comunicado que anuncia a presença também do Coletivo Casa T (@casa_t_lisboa), o primeiro Centro de Acolhimento Sociabilização Transvestigênere de Portugal, que alberga e promove a emancipação de seus residentes.

“Temos a intenção, a necessidade e a urgência de abrigar e proteger corpas transvestigêneres que vivem, em sua maioria quase absoluta, em condição de vulnerabilidade social”, pelo que “em todo evento do Viemos do Egyto promovemos uma atmosfera no qual o público se torna o grande protagonista da festa”, adianta o grupo que faz questão de escrever com Y os seus espetáculos de “Santos à moda Egypcia”. (MM)

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