Lisboa acolhe no dia 31 de agosto 3ª Edição da Gala Miss Cabo-Verdiana Portugal-2019

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Apresentação oficial das finalistas Miss Cabo-verdiana Portugal 2019 Crédito: Alexandre Conceição

A capital portuguesa, Lisboa, vai acolher, no dia 31 de agosto, a 3ª Edição da Gala Miss Cabo-Verdiana, um dos poucos concursos de beleza que ainda é realizado pela comunidade estrangeira residente em Portugal, incluindo a do espaço lusófono.

“Mais do que um concurso, este evento tem com principal objetivo a promoção da igualdade de género e o ´empowerment` das mulheres. E também (visa) contribuir para a divulgação da cultura cabo-verdiana em Portugal”, refere na sua página oficial a equipa organizadora do certame deste ano de onde sairá a mulher cabo-verdiana mais bonita a residir no território português.

Em declarações ao jornal É@GORA, a organizadora do Miss Cabo-Verdiana-2019, Claudina Correia, disse que, apesar de se tratar de um concurso de beleza, a organização do evento pretende contribuir para “o ´empoderamento` da mulher e a promoção da igualdade do género, fornecendo às concorrentes ferramentas sobre os caminhos que devem seguir” na vida.

“Elas têm em mãos a possibilidade de se empoderar, pois, para além do ensaio normal de preparação para a Gala, elas passam por vários workshops: o de ´empoderamento`, desenvolvimento pessoal, etiqueta, imagem e estilo, igualdade de género e também de liderança”, daí que ao longo de um mês têm vindo a participar em “workshops sobre como falar em público, de maquilhagem, de gestão de carreira”, afirmou.

Para Claudina Correia, essa formação “faz todo o sentido, porque (as concorrentes) estão numa fase em que não sabem o que vão fazer no futuro”.

“Há uma grande necessidade de não se manter numa estrutura convencional a nível dos estudos, de ser os estudos uma porta para ter uma carreira e o sucesso. Às vezes dizem: terminei o 12º ano, não quero ir à Universidade, mas quero fazer outra coisa. E por vezes é essa orientação que precisam e tentamos passar”, afirma.

São 15 as finalistas, das quais uma será coroada, que vão fazer parte da Gala Final do Miss Cabo-verdiana em Portugal, que “este ano” registou “uma adesão maior”, ou seja, 50 inscrições, se comparado ao ano passado, referiu Claudina Correia, apontando para números: Em 2018, “chegamos a 30 e, no ano anterior, tivemos menor número”, que não especificou.

As concorrentes, que “têm perfil diverso”, são “jovens que já terminaram a Universidade, algumas estão no mercado de trabalho, temos outras que ainda estão a estudar, e temos as que por várias razões tiveram que abandonar os estudos, estão a trabalhar e querem voltar a estudar”, sublinhou.

Daí que mais do que a avaliação da beleza física, “de certa forma, este concurso serve para que elas percebam realmente o que querem e se o que estão a fazer agora vai ajudar a alcançar os objetivos que têm”, frisou Claudina Correia, para quem a ideia “não é tentar mudar, ou forçar”. “Mas é despertar (as concorrentes), pois, na vida, às vezes, há fases em que ficamos estagnados, ao pensarmos que estamos bem assim”.
No entanto, durante a preparação, as concorrentes “começam a entender que afinal havia qualquer coisa” que deviam aprender e queriam fazer e que, se calhar, participando no concurso podem “voltar nem que seja a tentar viver”, considerou a organizadora do Miss Cabo-Verdiana-2019.

Questionado sobre a verdadeira importância de se ser Miss, a organizadora do certame respondeu categoricamente: “ser embaixadora da comunidade”.

“É não só ser propriamente um exemplo, mas aquela pessoa que possa olhar para a comunidade e ver o que essa necessita e saber o que pode fazer enquanto Miss para os poder ajudar”, ou seja, “ser embaixadora da comunidade”, afirmou Claudina Correia, lembrando o papel das anteriores Miss “que têm conseguido ser” exemplares para a sociedade.

“Nós temos um objetivo que é ajudar entidades que apoiam a mulher não de forma restrita, mas preferencialmente organizamos atividades para angariação de fundos. No primeiro ano foi para uma associação que apoia mulheres com cancro da mama, e da próstata, para homens, em Cabo Verde. Fizemos um evento que se denominou ´outubro rosa e novembro azul`: as mulheres com cancro da mama, e da próstata, para homens. No segundo ano foi para a APAV. Para o ano é tentar ver se conseguimos ajudar as duas instituições”, adiantou. (MM)

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