Madonna sobe hoje ao palco ao lado das batukadeiras, o maior grupo musical feminino da diáspora cabo-verdiana

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Foto: Reprodução clipe "Batuka" Madonna

A cantora norte-americana Madonna vai realizar a partir deste domingo, em Lisboa, e só em janeiro, oito espetáculos, onde se fará acompanhar das batukadeiras da Cova da Moura, a mais destacada banda feminina da diáspora cabo-verdiana, que participa com a música “Batuka” no “Madame X”, o novo disco da popstar.

A artista vive em Lisboa há quase três anos. A presença da Madonna na capital portuguesa tem vindo a ajudar na divulgação da marca Portugal, enquanto um dos pontos turísticos mais concorridos a nível mundial, e a projetar músicos africanos com quem tem vindo a gravar música no território português.

Além das batukadeiras, grupo composto por mulheres que trabalham, maioritariamente, nas limpezas em Portugal, Madonna convidou para o seu novo disco o músico guineense Kimi Djabaté para tocar o tema “Bella Ciao”, que junta coordenadas de afro-mandinga, blues e pop.

Numa recente entrevista ao jornal É@GORA, o cantor guineense, que está radicado há 25 anos em Portugal, contou como foi tocar com a estrela da música mundial.

“Foi uma parceria muito boa, tanto para ela como para mim”, aliás, “nunca pensei que Madonna me iria convidar para fazer parte do seu disco”, afirmou Kimi Djabaté, revelando que, na altura, primeiro deu um sorriso incrédulo, quando a cantora norte-americana lançou o desafio.

Mas, de seguida, o guineense aceitou a proposta e acabou por entrar para o estúdio para gravar.

“Madonna é uma grande cantora. Ela sabe o que quer. Trabalhei com ela desde as seis da tarde até as três e meia da manhã”, afirmou o músico do afro-beat / blues da Guiné-Bissau, radicado em Lisboa, numa entrevista ao jornal É@GORA na qual disse ter sido “um orgulho” fazer o que Madonna projetou para a canção.

“A Madonna ajudou-me a acreditar mais em mim”, reconheceu Kim Djabaté, sobre quem o programa dos “shows” da Madonna não refere se irá participar no espetáculo que arranca esse domingo até ao dia 23 do corrente mês.

Mas se, por um lado, é o músico guineense com cerca de 20 anos de carreira quem elogia a popstar norte-americana pelo convite feito para participar no seu álbum, por outro, é a própria Madonna quem profere palavras de louvor às 15 batucadeiras, que a partir da Amadora, concelho onde reside maioritariamente imigrantes afrodescendentes, difundem ritmos cabo-verdianos há mais de três décadas.

“Aprendi muito com estas mulheres”, afirmou Madonna reconhecento à boa prestação dos membros da banda no seu videoclipe “Batuka”, a quarta faixa do álbum que ajudou a introduzir a influência da cultura cabo-verdiana na vida da cantora norte-americana.

A série de espetáculos, que arranca domingo, em Portugal, é parte de uma digressão que a autora da “Madame X” vai fazer pela Europa, nomeadamente Reino Unido e França, onde irá atuar, respetivamente, em fevereiro e março. (MM)

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