Mais de 25 milhões de passageiros nos aeroportos portugueses em 2021

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Manuel Matola

Cerca de 25,6 milhões de passageiros movimentaram-se nos aeroportos portugueses em 2021, período em que houve um aumento de +39,3% dos níveis do tráfego de passageiros relativamente a 2020, ano de maior impacto da pandemia da Covid-19, que foram, entretanto, distantes dos níveis de 2019.

De acordo com dados preliminares das “Estatísticas rápidas” hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o movimento de passageiros em Portugal “aumentou no ano passado [2021], mas não atingiu metade do valor registado em 2019”.

O Instituto público português de Estatísticas indica, por sua vez, que, “no conjunto do ano 2021 (dados preliminares), aterraram nos aeroportos nacionais 132,3 mil aeronaves em voos comerciais (+32,0% face a 2020) e foram movimentados 25,6 milhões de passageiros (+39,3%)”.

Desde o início do corrente mês de fevereiro, o Serviço de Estrangeiros e Fronteira (SEF) controlou à entrada do país “734.402 passageiros (1.154 sem teste), correspondendo a um total de 5.965 voos”.

E na semana em que deixou de ser necessária a apresentação de resultado negativo ao teste PCR para entrar em Portugal, país que passou a exigir apenas a apresentação de certificado digital, o SEF anunciou que “tal medida resultou numa descida em 90% do número de incumprimentos”.

“Mesmo assim, foram detetados pelo SEF 15 passageiros sem teste ou sem certificado digital (oito pessoas no Aeroporto de Lisboa e seis no Aeroporto de Faro), o que resultou em número idêntico de contraordenações a passageiros e, também, a companhias aéreas”, dizem as autoridades migratórias.

Numa análise comparada ao Tráfego mensal de passageiros, o Instituto Nacional de Estatística aponta quais os países de origem e de destino dos voos, e das cargas em trânsito nos aeroportos nacionais, entre 2019 e o ano passado: primeiro, a França que quer em 2020 quer em 2021 se manteve “como o principal país de origem e de destino dos voos”, depois de ocupar a segunda posição em 2019.

De resto, a França registou “crescimentos de 31,0% no número de passageiros desembarcados e 30,8% no número de passageiros embarcados. A Suíça destacou-se com o maior crescimento no número de passageiros embarcados e desembarcados (+37,0% e +34,2%, respetivamente), ocupando a 5ª posição”, lê-se na informação do INE enviada ao jornal É@GORA.

Em Portugal, “aterraram nos aeroportos nacionais 13,8 mil aeronaves em voos comerciais, correspondendo a 2,7 milhões de passageiros (embarques, desembarques e trânsitos diretos) e foram movimentadas 19,8 mil toneladas de carga e correio”, resume o INE, esclarecendo que entre os passageiros desembarcados em dezembro de 2021 “80,0% corresponderam a tráfego internacional (78,5% no mesmo período de 2020), na maioria provenientes de aeroportos do continente europeu (68,0%)”.

Recuando a sua leitura ao primeiro ano do triénio 2019-2021 relativamente ao comportamento dos passageiros e cargas usadas no transporte aéreo em Portugal, o INE afirma: “Em dezembro de 2019, registaram-se variações de -13,9% no número de aeronaves aterradas, -32,0% nos passageiros movimentados e +1,3% no movimento de carga e correio (-14,4%, -21,5% e -1,6% em novembro de 2021 face ao mesmo mês de 2019, pela mesma ordem)”.

Segundo o INE, 77,7% dos passageiros embarcados no último mês do ano passado, corresponderam a tráfego internacional, contra 74,7% em dezembro de 2020, que também tiveram como principal destino aeroportos localizados no continente europeu (62,8%).

O impacto da pandemia foi particularmente notório nesta atividade económica – nomeadamente, nas flutuações sazonais e de ciclo semanal do comportamento do tráfego aéreo -, a partir de meados de março de 2020 e nos primeiros trimestres de 2021.

Nos meses mais recentes de 2021 notou-se, entretanto, “uma tendência de aproximação” aos níveis de 2019, mas o INE indica que em dezembro passado “verificou-se uma ligeira inversão desta tendência, tendo-se registado o desembarque médio diário de 46 mil passageiros no conjunto dos aeroportos nacionais (49 mil no mês anterior), valor significativamente superior ao registado no mês homólogo de 2020 (17 mil) mas ainda distante do observado em dezembro de 2019 (66 mil)”. (MM)

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