Malan Saidi e a Aldeia Lusófona

0
295

Malan Saidi, o Presidente da Associação Aldeia Lusófuna – a grande impulsionadora das Hortas Urbanas da Amadora – nasceu na Guiné-Bissau em 1961.
Chegou a Portugal em 1988, como “emigrante económico”.

De acordo com as suas próprias palavras:
«- Eu já tinha familiares em Portugal, e a minha ideia era conseguir um trabalho, onde conseguisse juntar algum dinheiro, comprar uma boa aparelhagem de som e regressar à Guiné para actuar como DJ»

A verdade é que, como tantos outros jovens, por uma série de razões esse desiderato acabou não se realizando, e Saidi permaneceu em terras lusas. Fixou-se no Bairro 6 de Maio, na Damaia, e arranjou trabalho como electricista, na Marconi.

Ainda de acordo com as suas próprias palavras:
«- Nos primeiros tempos em Portugal tive algumas desilusões, porque não era nada do que eu estava à espera. Lá na Guiné eu aprendi que as pessoas eram todas iguais e que se acolhiam e ajudavam umas às outras. Aqui era tudo diferente – especialmente a forma como os portugueses olhavam os africanos… Aquele sentimento de partilha e interajuda a que eu estava habituado, aqui não encontrei…»  

Ainda com relação a esse choque cultural, Malan comenta:
«- Outras coisas, tipo as pessoas se beijarem em publico, etc. também me faziam alguma confusão… Igualmente descobri, já aqui em Portugal, que diferentemente do que eu pensava, afinal existe uma grande diferença entre guineenses e cabo-verdianos»

Malan Saidi foi dos primeiros “reassantados” no Casal da Mira, quando o se iniciou o processo de mudança das famílias da periferia para aquele (então) novo bairro social.
Durante vários anos foi Vice-Presidente da Associação Unidos de Cabo Verde (AUCV), até que finalmente fundou a sua própria Associação, a Aldeia Lusófona, grande responsável pelo projecto das Hortas Urbanas da Amadora…

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here