Médico angolano será primeiro estrangeiro a dirigir o Instituto de Higiene e Medicina Tropical

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Edíficio central do Instituto Medicinal Tropical Lisboa

O médico angolano Filomeno Fortes foi eleito diretor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) de Lisboa, tornando-se no primeiro estrangeiro a dirigir a prestigiada instituição de ensino e investigação científica que existe desde 1902 e atualmente coordena programas de saúde na lusofonia.

A indicação do médico mereceu no fim de semana elogio do Presidente angolano, João Lourenço, que felicitou Filomeno Fortes por assumir o “prestigiado lugar”, até 2023, naquela instituição que tem estudantes de mais de 20 nacionalidades, sendo a maior parte dos alunos de origem brasileira, moçambicana e angolana.

O Professor da Universidade Agostinho Neto, em Angola, mestre em Saúde Pública, doutorado em Ciências Biomédicas e especialista em malária, foi escolhido “por unanimidade” para aquele cargo, numa eleição que teve como outro finalista o médico brasileiro Roberto de Andrade Medronho, professor titular e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Filomeno Fortes é uma das sumidades da diáspora angolana na área da ciência. Ao longo da sua carreira ocupou cargos de prestígio quer a nível nacional bem como internacional em instituições dedicadas ao ensino e à investigação, sobretudo, na área da saúde pública.

Em 2012, Filomeno Fortes foi nomeado secretário-geral da Federação Internacional das Doenças Tropicais, mas, a nível de Angola, já desempenhou cargos como os de diretor nacional de Controlo de Endemias, chefe do Departamento de Controlo de Doenças da Direção Nacional de Saúde Pública e diretor do Programa de Controlo da Malária.

Uma nota da embaixada de Angola em Portugal refere que a eleição Filomeno Fortes, especialista em doenças tropicais e coordenador do doutoramento em Ciências Biomédicas da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, ocorreu na semana passada, em Lisboa.

Na apresentação pública da sua proposta de ação para dirigir o IHMT para o período de 2019-2023, Filomeno Fortes defendeu o estreitamento da parceria existente entre o organismo e os Países Africano de Língua Oficial Portuguesa e o reforço do prestígio nacional e internacional do Instituto, que também fornece consultas de medicina tropical e administra vacinas, especialmente, para quem pretenda fazer viagens.

Criado a 24 de abril de 1902, o IHMT, outrora denominado Escola de Medicina Tropical, identifica-se como sendo uma instituição cuja vocação inicial visava o estudo, ensino e clínica das doenças tropicais, mas que, com o tempo, o âmbito de atuação evoluiu “para uma abordagem integrada, que vai desde o nível molecular aos sistemas globais de saúde, com um forte empenho na resolução de problemas de saúde que atingem os mais pobres e os excluídos, em todos os continentes”. (MM)

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