MNE português pede relatório à embaixada portuguesa em São Tomé e Príncipe sobre eventuais atrasos na emissão de vistos

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O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, disse que pediu um relatório à embaixada portuguesa em São Tomé e Príncipe para saber quais as razões de eventuais atrasos na emissão de vistos naquele país lusófono, onde um jovem vandalizou as instalações diplomáticas portuguesas por alegadamente o seu pedido ter sido indeferido por sete vezes, depois de vários meses de espera, sem que o seu dinheiro tivesse sido devolvido.

Falando aos jornalistas na capital angolana, Luanda, Augusto Santos Silva garantiu que caso se verifique anormalidade no tempo de processamento de vistos para viajar para Portugal a situação terá de ser corrigida, até porque “as pessoas têm direito a ser atendidas num prazo útil”.

“Ao saber desse ato determinei que a embaixada me informasse sobre o prazo dos agendamentos que estão a decorrer e quais as razões dos atrasos, caso se verifiquem”, disse o chefe da diplomacia portuguesa, à margem da cerimónia de inauguração da Bienal de Luanda- Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz.

“A partir daí estarei em condições de tomar decisões”, declarou.

O gabinete da ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e Comunidades são-tomense lamentou o ocorrido e disse que o Governo iria avançar com a abertura de inquérito, com vista ao apuramento de responsabilidades, mas manifestou igualmente “a necessidade de uma abordagem mais humana” no que toca aos procedimentos, nomeadamente ao nível de atendimento e tempo de resposta.

Santos Silva desvalorizou o episódio, considerando que o Governo são-tomense “não pode ser responsabilizado por um ato irrefletido de uma pessoa” e sublinhou que não houve destruição, sim “vandalização” de instalações.

Os serviços consulares já foram reabertos e não deverá haver reforço de segurança, segundo o ministro.

“São Tomé é um país pacífico, os portugueses são bem queridos em São Tomé e os são-tomenses são bem queridos em Portugal. Os dois Estados têm uma preocupação de sempre no que diz respeito ao que as leis internacionais determinam. Foi apenas um ato irrefletido como às vezes acontece, que não se deve exagerar”, insistiu o chefe da diplomacia portuguesa.(Redação e Lusa)

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