Moçambique busca possíveis parcerias para implementação de programas de empreendedorismo para migrantes

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ACM recebe Delegação da Direção Nacional de Direitos Humanos e Cidadania de Moçambique

Uma delegação da Direção Nacional de Direitos Humanos e Cidadania de Moçambique está em Portugal onde pretende buscar possíveis parcerias para implementação de programas de empreendedorismo migrante e mentores para migrantes naquele país lusófono, que acolhe aproximadamente 28 mil refugiados e requerentes de asilo.

A delegação moçambicana, que faz parte da orgânica do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos de Moçambique, esteve reunida esta terça-feira com o Alto-Comissário para as Migrações de Portugal, Pedro Calado, num encontro antecedido de uma visita aos principais serviços do Centro Nacional de Apoio à Integração de Migrantes (CNAIM) de Lisboa.

Foram quatro “os principais temas” abordados na visita ao Alto Comissariado das Migrações de Portugal pela delegação daquela instituição moçambicana responsável pela promoção da observância e do respeito pelos direitos humanos.

“As medidas de apoio ao empreendedorismo migrante, o Programa Mentores para Migrantes, o Plano Estratégico para as Migrações, bem como o acolhimento e integração de pessoas migrantes e refugiadas foram alguns dos principais temas abordados durante esta visita, que culminou com uma reunião de trabalho, em presença do Alto-comissário para as Migrações, Pedro Calado”, refere uma nota daquele organismo.

Face às políticas publicas que, por exemplo, permitem que um refugiado usufrua dos direitos como os da educação, de livre circulação e do trabalho, o governo de Moçambique tem sido apontando pelas Nações Unidas como país exemplar em África no que toca ao acolhimento de refugiados e requerentes de asilo.

Recentemente, o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Hans Lunshof, disse à ONU News, que Moçambique possui um número reduzido de refugiados quando comparado com outros países da região, sendo que mais de dois terços vivem em centros urbanos onde estão a reconstruir as suas vidas.

“Em Moçambique temos menos de 28 mil refugiados e requerentes de asilo. Uma em cada mil pessoas tem estatuto de requerente ou refugiado. Isso é muito menos que outros países da África e também a nível global. Mais de dois terços estão a viver nos centros urbanos, estão a viver ao lado dos moçambicanos e a fazer as suas vidas”, afirmou o responsável por aquela agência das Nações Unidas. (MM)

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