Moçambique: Mulheres forçadas a fazer sexo, em troca de comida

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A organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW) instou hoje as autoridades de Moçambique a investigarem com urgência os relatos sobre sexo forçado de vítimas do ciclone Idai por líderes locais, em troca de comida.

Num comunicado intitulado de “Moçambique: vítimas do ciclone forçadas a trocar sexo por comida – Líderes comunitários exploram mulheres vulneráveis”, a HRW garantiu que vítimas, residentes e trabalhadores humanitários disseram àquela organização que “líderes comunitários locais exigiram dinheiro das pessoas afectadas pelo ciclone em troca da inclusão dos seus nomes na lista de distribuição de ajuda”.

“A exploração sexual de mulheres que lutam para alimentar suas famílias após o ciclone Idai é revoltante e cruel e deve ser interrompida imediatamente”, disse o director da HRW na África Austral, Dewa Mavhinga.

“As autoridades devem investigar prontamente as denúncias de mulheres coagidas a trocar sexo por comida e punir apropriadamente qualquer pessoa que use a sua posição de poder para explorar e abusar de mulheres”, acrescentou Mavhinga, citado no comunicado.

O ciclone Idai, que atingiu o centro de Moçambique a 14 de Março, causou um total de 603 vítimas mortais, tendo afectado mais de 1,5 milhões de pessoas.

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