Moções retiradas, Joacine diz: “Eu ainda estou disponível”, LIVRE fala de “milagre” e elege novos órgãos

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Foram retiradas do Congresso do LIVRE todas as moções com orientações críticas que propunham a destituição de Joacine Katar Moreira do Parlamento, no dia em que a formação política elegeu uma nova direção do partido responsável pela decisão de continuação ou não da deputada única no Parlamento.

“Todas as moções com orientações críticas, seja para com o partido ou para com Joacine, foram retiradas pelos seus subscritores, uma vez que deixaram de fazer sentido depois do adiamento da resolução da assembleia sobre este assunto”, referiu o membro do Conselho de Jurisdição do Livre, Ricardo Sá Fernandes, que anteriormente avisou que “esta rutura pode ser o suicídio do Livre”.

A proposta inicial de retirada de confiança política da deputada cine Katar Moreira foi apresentada por cinco membros do partido e assumida posteriormente pela Assembleia do Livre, que hoje elegeu, com 95 votos a favor e 15 brancos, novos membros de uma lista que não conta com o nome da deputada.

No fim do Congresso, Joacine Katar Moreira disse que “é preciso que haja cedências de parte a parte”, até porque, diz: “Eu ainda estou disponível”.

No entanto, o LIVRE considera que só “um milagre” pode inverter a rutura da relação do partido com a deputada.

No primeiro dos dois dias do congresso do LIVRE, Joacine Katar Moreira garantiu que não iria renunciar ao mandato.

“Eu não vou renunciar para que as pessoas que votaram nessa eleição não se sintam defraudadas”, disse Joacine Katar Moreira, reagindo à proposta apresentada há dias pela assembleia do partido LIVRE no sentido de retirar a confiança política à deputada.

E, em diferentes intervenções, a deputada defendeu-se das acusações de, “por opção própria, reiteradamente”, ter prescindido de representar o partido no Parlamento.

Mais tarde, a deputada apresentou a sua defesa formal num documento de 12 páginas.

Após a resposta, o partido decidiu remeter a decisão para a nova direção da força política, esta que foi eleita este domingo, mas já sem responsabilidade sobre o caso.

Falando hoje aos jornalistas, à marfem do IX Congresso do partido, em Lisboa, Ricardo Sá Fernandes considerou que “o que está em causa são problemas de relacionamentos” entre Joacine Katar Moreira e a então assembleia do LIVRE.

“Há várias questões procedimentais que as partes têm que ultrapassar”, disse presidente do Conselho de Jurisdição do LIVRE, sentenciando: “No fundo não vejo nenhuma razão para que não haja entendimento. É vital para todos que haja um entendimento”. (MM)

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