Moda Africana não é tendência…É Cultura!

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Claudina Correia
(Consultora de Imagem)
Os tecidos africanos sempre foram por nós usados apenas em contexto doméstico, tanto para cobrir nossos corpos como para proteger os nossos cabelos. E raramente na presença de visitas.
O uso mais frequente era de chefes de tribos, de estado e suas companheiras mas, na maior parte das vezes, em compromissos oficiais.

No passado não víamos os nossos panos tradicionais como padrões esteticamente possíveis de criação de roupas a serem usadas em público. Hoje em dia já é diferente, depois que os estilistas começaram a transformar os nossos tecidos em verdadeiras obras de arte, tanto os que se encontram nos países africanos como os que estão na diáspora.

Os nossos designers criam desde roupas, acessórios e calçado. Desde peças para uso urbano como para ocasiões especiais.

Apesar de serem muitos os africanos a usarem peças com os nossos padrões, o número de caucasianos que o faz é ainda maior. Para ambos os públicos o uso ainda não é frequente no dia a dia, mais em ocasiões especiais.
Existem várias plataformas online que vendem para o mundo inteiro as coleções principalmente de estilistas que se encontram no continente africano. Estes sites são, na sua maioria, de proprietários caucasianos.

Atualmente os designers já criam peças combinadas com tecidos ocidentais para permitir maior versatilidade no seu uso, uma vez que o uso de padrões africanos de forma completa torna a imagem menos formal. E com isso começamos a ver os nossos tecidos de forma mais reduzida na produção das roupas.

Será isso o processo natural onde a moda africana já não está no auge?
Obviamente que tudo o que é tendência tem seus altos e baixos e sofre alterações ao longo do tempo. Mas falando de tecidos africanos, de toda a sua história e o que representa para o povo africano é muito mais do que moda ou tendência, é cultura.

Acredito que a moda africana veio para ficar mas devemos apostar na sua presença de forma protagonistas e não como pequenos elementos que acrescentamos à nossa imagem.
Que estejamos nós na linha da frente da sua produção e do seu consumo, a manter o seu uso sempre em alta e a sermos nós os proprietários principais das plataformas de venda e divulgação. (X)

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