Número de imigrantes em Portugal aumentou em 2018 face ao ano anterior – INE

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O número de imigrantes em Portugal aumentou em 2018, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que estimam que tenham entrado no território 43.170 pessoas para residir no país, mais 6.531 do que no ano anterior.

As estatísticas demográficas referentes a 2018, publicadas no relatório do INE, indicam que 53% do total destes imigrantes permanentes são do sexo feminino e 47% são do sexo masculino.

“Do total de imigrantes permanentes, 20.415 eram de nacionalidade portuguesa (cerca de 47%) e 22.755 de nacionalidade estrangeira. Destes, 8.092 eram nacionais de outro país da União Europeia (UE) e 14.663 de um país terceiro, verificando-se, assim, um aumento significativo deste último tipo de imigrantes”, refere os dados do INE.

Quanto ao país de nascimento, de acordo com os dados, dos 43.170 imigrantes que se estima terem entrado em Portugal em 2018, cerca de 34% nasceram em Portugal, 18% num outro país da UE e 48% num país terceiro.

No que diz respeito ao país de residência anterior, estima-se que 18.375 imigrantes tenham origem num país da UE e 24.785 em países terceiros: Brasil (24%), França (13%), Reino Unido (13%), Angola (8%) e Suíça (5%) foram os cinco principais países de residência anterior.

Em 2013, 13,6% dos imigrantes permanentes tinham idades entre os 0 e os 14 anos (jovens), 81,3% entre os 15 e os 64 anos (idade ativa) e 5,1% tinham 65 ou mais anos (idosos).

Em 2018, face a 2013 e em termos relativos, verificou-se um decréscimo da população jovem, um acréscimo da população em idade ativa e a manutenção da população com idades mais avançadas: 12,2% jovens, 82,6% de pessoas em idade ativa e 5,2% de idosos.

De acordo com a informação estatística disponibilizada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), foram concedidos, em 2018, 93.154 títulos de residência a estrangeiros, 49.590 do sexo masculino e 43.564 do feminino, um significativo aumento face ao ano anterior (+52,1%).

O maior volume de concessões de títulos de residência foi, à semelhança do que vem acontecendo desde 2013, de nacionais do Brasil (28.210), com um peso relativo de 30,3% no total das mesmas.

Segundo os dados do INE, em 2018 eram 477.472 as pessoas estrangeiras com estatuto de residente (236.233 homens e 241 239 mulheres), um crescimento de 14,6% face a 2017 e o mais elevado desde 2013.

O posicionamento das nacionalidades brasileira e cabo-verdiana mantém-se inalterado desde 2013: Brasil a mais representada (104.504 em 2018) e Cabo Verde na segunda posição (34.444 em 2018).

Em 2018 também foram concedidos nos postos consulares portugueses 34.633 vistos: 14.258 de estada temporária e 20.375 de residência.

No ano passado, segundo o INE, foram 21.333 os estrangeiros residentes em Portugal que adquiriram a nacionalidade portuguesa.

Como vem acontecendo desde 2013, o principal motivo da aquisição da nacionalidade portuguesa por estrangeiros residentes em Portugal foi a naturalização (72,9%), seguido dos motivos: “Em caso de casamento ou união de facto com cidadão português há mais de três anos” (16,0%) e “Por efeito da vontade em caso de filho menor ou incapaz, cujo pai ou mãe tenha adquirido a nacionalidade portuguesa” (10,8%).

Relativamente à aquisição da nacionalidade portuguesa por residentes no estrangeiro, manteve-se a tendência de crescimento, 7.523 em 2018, um aumento de 42,0% em relação ao ano anterior.

A nacionalidade brasileira, como vem acontecendo desde 2013, apresentou em 2018 os valores mais elevados no que respeita à aquisição da nacionalidade portuguesa, tanto na condição de residentes em Portugal, (6.928) como na de residentes no estrangeiro (3.209).

De acordo com o INE, a atribuição da nacionalidade portuguesa é uma forma de obtenção da nacionalidade portuguesa de origem, por lei ou declaração da vontade, cujos efeitos reportam à data do nascimento. Em 2018 foi atribuída a nacionalidade portuguesa a 1.944 pessoas, 1.002 do sexo masculino e 942 do feminino.

A maior representatividade, 65,0% pertenceu às nacionalidades de países de língua portuguesa destacando-se o Brasil e Cabo Verde com 30,3% e 18,3% no total das atribuições do ano. (FONTE: LUSA)

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