O Brasil e a CPLP

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Há esperança no reforço das relações entre o Brasil e a CPLP com Jair Bosonaro como Presidente da Republica Federativa do Brasil

A secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) disse em conferência que o seu desejo é ver o Brasil mais envolvido na organização lusófona e que este “continue a ser um membro ativo”. Com eleição de Jair Bolsonaro como Presidente.

“Eu só posso desejar que, com a nova administração do Brasil, a colaboração, a participação, o envolvimento do Brasil na CPLP possam sair mais reforçados”, bem como “os laços de amizade, de cooperação e de solidariedade que sempre existiram entre os povos”, afirmou à Lusa a secretária-executiva da comunidade lusófona, Maria do Carmo Silveira.

Questionada se antevê um distanciamento do Brasil, presidido por Jair Bolsonaro a partir de 01 de janeiro de 2019, da CPLP, a secretária-executiva escusou-se a fazer “comentários precipitados”.

“Temos de dar tempo ao tempo”, afirmou.

“Desejo apenas que o tempo venha a revelar que o Brasil continue a ser um membro ativo da CPLP e que possa continuar a reforçar as suas relações com os restantes Estados-membros”, referiu.

Já o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou “fundamental que o Brasil esteja empenhado” no “novo ciclo” que está em preparação na CPLP.

“Há uma mudança de testemunho no fim desde ano, que já começou, do Brasil para Cabo Verde, na presidência, e vai continuar com a passagem do secretariado executivo de São Tomé e Príncipe para Portugal, e a preparação agora de um novo ciclo na CPLP, em que é fundamental que o Brasil esteja empenhado. Espero bem que aconteça”, completou o chefe de Estado.

No seu entender, é “fundamental” que o Brasil tenha “um papel importante” na CPLP.

Pelo Governo português, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou esperar, também, o mesmo empenhamento do Brasil na organização.

“O Brasil assumiu a presidência da CPLP no último mandato, entre 2016 e 2018, fez uma presidência boa, trazendo para a prioridade do nosso trabalho a conversação multilateral em torno dos objetivos de desenvolvimento sustentável e é um parceiro muito importante na CPLP, fez-se representar ao mais alto nível, através do seu Presidente, na cimeira do Sal (em julho passado), dando assim todas as indicações de que quer continuar o protagonismo que lhe cabe na CPLP”, disse Santos Silva.

“Não tenho nenhuma indicação que me faça pensar que a implicação do Brasil na CPLP venha a diminuir”, prosseguiu, acrescentando: “Como ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, espero e confio que o Brasil continue a ter o mesmo comprometimento, se não mais, na CPLP, porque é muito importante para a CPLP o comprometimento do Brasil”.

Recordar que o candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro, de 63 anos, capitão do Exército brasileiro na reforma, filiado no Partido Social Liberal (PSL), foi eleito como 38.º Presidente da República Federativa do Brasil, com 55,1% dos votos, na segunda volta das eleições presidenciais brasileiras.

O presidente eleito Jair Bolsonaro já definiu 18 nomes que comandarão as pastas da Esplanada dos Ministérios e Banco Central — que também tem status de ministério — a partir do início do ano que vem. Entre eles, estão cinco militares (quatro do Exército e um da Aeronáutica), dois deles indicados para atuar dentro do próprio Palácio do Planalto (no Gabinete de Segurança Institucional e na Secretaria de Governo). A nomeados por ele, que deve assinar logo no primeiro dia de governo o decreto que formatará a estrutura ministerial da nova gestão.

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