O que é ser verdadeiramente elegante?

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Claudina Correia
(Consultora de Imagem)
Uma das grandes ambições da maioria das mulheres é passar uma imagem elegante e, também, a maioria das mulheres associam elegância à magreza.

Algumas de minhas clientes referem muito às frases: “…quando eu era elegante”, “quero voltar a ser elegante…”, atribuindo a elegância apenas a proporções físicas, o que as leva muitas vezes a situações de desvalorização pessoal e, consequentemente, baixa auto-estima.

Primeiro é importante perceber que a elegância em nada ter a ver com particularidades físicas e também em nada tem a ver com a classe social nem com a quantidade de dinheiro que se tem.

Na sua verdadeira definição, a elegância tem a ver com a forma como lidamos com os outros, como nos comportamos, ou seja, tem a ver com a nossa forma de ser. E, obviamente, em termos de imagem, tem a ver com a forma como comunicamos quem somos, de uma maneira harmoniosa, mas nunca porque somos mais ou menos magras.

Como se pode pensar diferente se os padrões de beleza pré-estabelecidos colocam-nos em posição de autocrítica? Que define a elegância em vestir-se de determinada maneira, em usar cores específicas e evidenciar uma silhueta esbelta?

Outro problema é não olharmos para a vida e para as coisas como elas são de verdade. Compreendermos que os anos passam e devemos olhar para nós como seres evolutivos não só pelos conhecimentos que vamos adquirindo, mas também pelas experiências de vida que causam transformações no nosso corpo. É olhar para o nosso corpo e seus vestígios como resultado das vivências, de forma positiva. É deixarmos de lamentar pelo que já foi e amar o corpo que temos hoje.

Quando refiro sobre a forma harmoniosa de nos apresentarmos, quero dizer que deve existir equilíbrio entre a nossa forma de ser e de estar. Que a elegância se manifesta quando nos comportamos de acordo com a nossa essência.

A nossa essência se revela quando nos conhecemos de verdade e o autoconhecimento passa pelo reconhecimento e aceitação de quem somos na integra.

É possível acharmos elegante alguém que não manifesta amor próprio? Pois é, conhecer e aceitar o nosso corpo dá-nos poder para equilibrar, criar a tal harmonia e assim expressar com convicção e confiança a nossa verdadeira elegância. (X)

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