OIM quer “migração segura” em 2021, após morte de 3.261 migrantes em 2020

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Manuel Matola

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) assegurou hoje que, em 2021, vai trabalhar no sentido de “trazer esperança aos mais vulneráveis e promover uma migração segura, regular e digna” aos imigrantes, visto que muitas mortes não são registadas durante a migração internacional.

Novos dados do Missing Migrants Project, que é coordenado por aquela agência da ONU, indicam que, desde o início deste ano até terça-feira passada, foram registados pelo menos 3.261 mortes ou desaparecimento de migrantes no processo de migração para um destino internacional.

Numa mensagem de Ano Novo, a OIM destaca o trabalho dos cerca de 14 mil funcionários da agência humanitária a quem agradece por “serem defensores fiéis por um mundo mais justo e inclusivo”.

“Vamos trabalhar juntos para trazer esperança aos mais vulneráveis e promover uma migração segura, regular e digna para o benefício de todos”, apela a OIM numa curta mensagem divulgada nas redes sociais, dias depois de divulgar as estimativas de imigrantes mortos ou desaparecidos a nível global nós últimos seis anos.

Do número de imigrantes referentes ao ano que agora finda, a OIM diz que 1.156 morreram ou desapareceram na travessia do Mediterrâneo, enquanto outros 933 são migrantes que terão perdido a vida ao migraram entres paíse do continente africano – destas 493 registaram-se na África Subsaariana, enquanto outros 389 foram na África do Norte.

Já no continente americano, a OIM garante ter registado ainda 682 mortes de imigrantes, dos quais mais de metade (384) ao tentar transpor a fronteira do México para os Estados Unidos da América.

Anualmente, o Missing Migrants Project faz o rastreio de mortes ou desaparecimento de migrantes, incluindo refugiados e requerentes de asilo, que perdem a vida ou desaparecem no processo de migração para um destino internacional.

Os 3.261 agora anunciados são dados que representam estimativas mínimas resgistas em 2020, visto que muitas mortes não são registadas durante a fase de migração para um país de acolhimento. (MM)

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