Os 28 migrantes marroquinos serão expulsos de Portugal após abertura do espaço aéreo em Marrocos – SEF

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FOTO: LUSA

Manuel Matola

Os 28 migrantes marroquinos indocumentados, que desembarcaram na ilha Deserta, em Faro, na terça-feira, serão expulsos de Portugal após a abertura do espaço aéreo em Marrocos, mas para já ficam à guarda do Serviço de Estrangeiros e Fronteira (SEF), segundo determinou hoje o Tribunal Judicial de Faro.´

Fonte da polícia migratória portuguesa disse ao jornal É@GORA que “o SEF tem um prazo máximo de 90 dias” para emitir a ordem de expulsão dos migrantes que esta sexta-feira foram ouvidos no Tribunal Judicial de Faro “por entrada e permanência irregular em território nacional”, pelo que o afastamento do grupo está “dependente da abertura do espaço aéreo de Marrocos”.

Segundo a decisão do Tribunal Judicial de Faro, os migrantes indocumentados oriundos do Norte de África “ficam à guarda do SEF a aguardar os trâmites do processo de afastamento que lhes vier a ser instaurado” proximamente.

Dois migrantes testado positivo à Covid-19

Nos últimos meses, o Algarve tem sido usado como porta de entrada para o continente europeu, uma tendência que se tem acentuado. Este é o sexto de desembarque ilegal na costa algarvia envolvendo migrantes do Norte de África.

Uma nota do SEF enviada ao jornal É@GORA indica que “aos migrantes, 24 adultos do sexo masculino, três do sexo feminino, uma das quais grávida, e um menor, foram garantidas todas as necessidades básicas de alimentação e assistência médica e foram realizados testes à Covid-19, tendo dois deles testado positivo à Covid-19, pelo que os elementos do grupo irão permanecer em isolamento e quarentena profilática, respetivamente, cumprindo as determinações da Autoridade Regional de Saúde”.

No local da interceção estiveram presentes a Unidade de Controlo Costeiro da Guarda Nacional Republicana e a Polícia Marítima, tendo todos os procedimentos sido desenvolvidos em articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e a Câmara Municipal de Loulé, refere a mesma nota. (MM)

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