Partido LIVRE desaparece do radar das intenções de votos na ‘era pós-Joacine’, diz Eurosondagem

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Líder do partido LIVRE, Rui Tavares, e deputada Joacine Katar Moreira. Foto: João Porfírio/OBSERVADOR

Manuel Matola

Um estudo da Eurosondagem hoje divulgado refere que o LIVRE depareceu do radar das intenções de votos em Portugal, após perder a representação parlamentar com a desvinculação de Joacine Katar Moreira, a primeira deputada negra eleita como cabeça de lista de um partido português.

A sondagem para o Sol e Porto Canal indica que, caso as eleições legislativas fossem realizadas agora em Portugal, o LIVRE não conseguiria eleger um único deputado, apesar de no escrutínio de outubro ter conquistado 1,1% dos votos que permitiram Joacine Katar Moreira representar aquela força política no Parlamento português.

Em fevereiro, três meses depois de tomar posse, a deputada luso-guineense Joacine Katar Moreira apresentou a sua demissão do LIVRE por divergências com o núcleo duro do partido que lhe retirou a confiança política.

Desde então, foram várias as reações à decisão, incluindo a de pelo menos quatro co-fundadores do partido que falaram de “falta de cultura democrática” e de “inveja” no seio daquela formação política e, por isso, renunciaram imediatamente a posição de militantes.

Na altura, o porta-voz do LIVRE, Pedro Mendonça, disse que a deliberação “não foi uma decisão fácil ou pouco discutida”, contudo, foi aprovada com 83% de votos favoráveis no decurso da 44.ª Assembleia do partido liderado por Rui Tavares.

Na resolução, os membros da Assembleia do LIVRE justificaram a retirada de confiança política à deputada Joacine Katar Moreira: foi “por não ter vislumbrado quaisquer ações, factos ou eventos que permitam restabelecer a confiança que consideramos imprescindível numa representante do LIVRE na Assembleia da República”.

No entanto, Joacine Katar Moreira continua a exercer o seu mandato como deputada não inscrita, deixando de representar a força política pela qual foi eleita ao Parlamento.

No estudo agora divulgado, o PS mantém uma vantagem de 9,9 pontos percentuais sobre o PSD e o Chega surge como quinto partido, com 3,3%, num estudo da Eurosondagem para o Sol e Porto Canal hoje divulgado.

Os socialistas recolhem 37,3%, seguidos pelo PSD, com 27,4%, o BE tem 8,8%, a CDU 6,3%, o Chega 3,3%, o CDS-PP 2,9%, o PAN 2,8% e a Iniciativa Liberal 1,1%. 

Relativamente ao último estudo da Eurosondagem, o PS sobe 0,9 p.p., o PSD desce 0,4, o BE recua 0,7, a CDU mantém-se igual, o CDS-PP perde 1,3 p.p., o PAN perde 0,5 e a Iniciativa Liberal recua 0,2 p.p..

O Chega é o partido que mais sobe, 0,8 p.p. face ao estudo da Eurosondagem realizado em fevereiro, atingindo os 3,3% e ultrapassando o CDS e o PAN. 

O Chega surge neste estudo como quinto maior partido, embora fique longe dos 6,2% alcançados numa sondagem da InterCampus para o Correio da Manhã, noticiada pela Lusa em fevereiro.

Nesta sondagem o PS continua a recolher mais intenções de voto do que a direita no seu conjunto (34,7%).

O PS venceu as legislativas de outubro com 36,3%, seguido do PSD, com 27,7%, BE (9,5%), CDU (6,3%), CDS (4,2%), PAN (3,3%), Chega (1,3%), Iniciativa Liberal (1,3%) e Livre (1,1%).

O estudo da Eurosondagem, feito a partir de 1.193 entrevistas telefónicas, tem uma margem de erro de de 3,08%, para um grau de probabilidade de 95,0%. (MM e Lusa)

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