PM Jorge Bom Jesus reúne-se sábado com a diáspora e líderes associativos são-tomenses em Portugal

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O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, vai reunir-se este sábado, em Lisboa, com a importante comunidade são-tomense na diáspora e líderes associativos em Portugal, onde oficialmente residem 15 mil imigrantes daquele Arquipélago com registo consular.

O encontro decorre durante uma escala técnica que o chefe de governo daquele Arquipélago fará em Lisboa no seu regresso da cidade japonesa de Yokohama, onde participou na VII Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD), entre os dias 28 e 30 de agosto.

Uma nota da embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal, a que o jornal É@GORA teve acesso, refere que Jorge Bom Jesus vai manter encontro com a diáspora e líderes de associações da comunidade são-tomense radicada em Portugal, mas o número de associados com acesso a essa reunião é limitado.

“Neste encontro as associações poderão ser representadas pelo Presidente e mais três (3) membros da Associação”, determina o comunicado da representação diplomática de São Tomé e Príncipe em Lisboa.

Os são-tomenses que farão parte da reunião, na Sede da UCCLA em Lisboa, vão ter uma mão cheia de questões a colocar ao chefe de governo daquele país insular, nomeadamente, a velha exigência de participação dos imigrantes nas eleições legislativas, uma vez que a diáspora continua impedida de exercer o seu direito de voto.

Além desse problema, os imigrantes são-tomenses em Portugal terão a oportunidade de confrontar o primeiro-ministro com a situação económica e financeira de São Tomé e Príncipe, após a descoberta este ano de alegadas dívidas ocultas denunciadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Recentemente, uma missão conjunta do FMI, Banco Mundial e Nações Unidas, que avaliou a situação macroeconómica do país, acusou o Governo do então primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe Patrice Trovoada de ter “sonegado” informações sobre a existência, nas contas públicas, de dívidas e despesas correspondentes a 3% do Produto Interno Bruto.

Na semana passada, Jorge Bom Jesus disse aos jornalistas que “essas dívidas internas têm de ser vistas com toda seriedade” e deu garantias de que serão assacadas responsabilidades, “caso seja necessário”.

“Trabalharemos no sentido de apurar a responsabilidade, mesmo até as responsabilidades criminais, caso seja necessário”, assegurou o primeiro-ministro são-tomense, que após ter sido eleito em 2018 criou uma grande expetativa no seio da população sobre o rumo que daria a São Tomé e Príncipe no plano económico e social. (MM)

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