Portugal: Embaixada moçambicana já faz emissão online de documentos de viagem

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Manuel Matola

A Embaixada de Moçambique em Portugal acaba de lançar um serviço de agendamento online que permitirá que a comunidade migrante moçambicana passe a aceder a quaisquer serviços consulares e os cidadãos portugueses ou de outras nacionalidades submetam pedidos de visto de entrada a Moçambique a partir de dispositivo móvel.

O serviço de agendamento virtual de emissão de documentos de identificação e viagem foi lançado esta sexta-feira, em Lisboa. A empresa Brithol Michcoma-Moçambique foi quem criou o site cujo objetivo é “servir melhor ao público” e “garantir a satisfação máxima dos utentes”, segundo referiu o embaixador de Moçambique em Portugal, Joaquim Bule, na cerimónia de inauguração do portal.

A página virtual Mozvisa pretende “elevar a qualidade dos nossos serviços de atendimento público” bem como “garantir a satisfação máxima dos utentes. Para tal contamos com o apoio de toda a comunidade e parceiros na divulgação dos serviços”, referiu o diplomata.

Em declarações ao jornal É@GORA, o adido consular, Celso Gusse, explicou que a iniciativa é “resultado do desafio” que a Embaixada enfrentou durante a fase crítica da pandemia da Covid-19, que impediu o normal funcionamento dos serviços consulares.

Através da página, qualquer utente estrangeiro em Portugal que queira viajar a Moçambique tem a possibilidade de se deslocar “apenas uma vez” ao Consulado, “para efetuar o pagamento e o levantamento do visto”, dado que todo o procedimento pode ser feito virtualmente, bastando para o efeito que o utente siga os passos necessários indicados no portal.

Segundo Celso Gusse, no caso de cidadãos portugueses ou de outras nacionalidades, estes “podem aceder ao sistema”, por exemplo, para “enviar a documentação necessária” e só se deslocar ao Consulado “10 dias depois”, o período limite para a emissão do visto, contudo, antes receberão uma confirmação dando conta da evolução do seu processo de aquisição do visto.

Relativamente aos migrantes moçambicanos em Portugal, disse, já podem tratar quaisquer documentos, podendo, por exemplo, agendar a sua deslocação ao Consulado em função das necessidades específicas, ou seja, “sem precisarem de ficar na fila”, uma forma de evitar aglomeração nas instalações consulares. (MM)

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